Cinema e Vídeo
Rocky - 50º Aniversário
Rocky, na sua essência, respira muito mais do espírito do cinema indie dos anos 70 do que de qualquer lógica de estúdio. Não há glamour. Não há estilização excessiva. O filme recusa o espetáculo fácil.
12 Abr 2026 | 16h00
Ao contrário do que a memória colectiva sugere, Rocky não é um filme de pancadaria.
É um filme sobre solidão.
A relação com Adrian (interpretada por Talia Shire) é tudo menos cinematograficamente “perfeita”. É frágil, awkward, humana. Dois indivíduos deslocados a tentarem, com dificuldade, encontrar algum tipo de conexão num mundo que os ignora.
Num mundo contemporâneo marcado por desigualdades persistentes, mobilidade social cada vez mais difícil e uma sensação crescente de estagnação, esta narrativa ressoa com uma força renovada. Milhões de pessoas continuam a viver com a sensação de que o sistema está fechado, de que as oportunidades são ilusórias, de que o reconhecimento está reservado a uma elite distante.
Tal como Rocky, muitos não aspiram necessariamente à vitória absoluta, mas a algo mais básico e mais humano: Serem levados a sério. Terem a oportunidade de provar o seu valor.
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