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Teatro

PEIXE P'Ó GATO

Espetáculo itinerante de cruzamentos disciplinares sobre a fome e o absurdo da sua existência num mundo em constante sobreprodução. É também uma expressão que, em Setúbal, teve demasiado uso há não muitos anos, sendo utilizada para pedir peixe no mercado como forma envergonhada de esconder a fome e a pobreza.

18 Abr a 19 Abr 2026

Setúbal
Preço
Entrada livre
O que é ser muito pobre? A desigualdade opõe os obscenamente ricos aos que vivem na extrema pobreza, sem comida, sem teto ou possibilidade de sonhar um futuro.

Nos dias 18 e 19 de abril, às 17h00, estreia em Setúbal o espetáculo PEIXE P’Ó GATO, um espetáculo itinerante de cruzamentos disciplinares que centrado em Setúbal aborda a fome, a pobreza e o absurdo da sua persistência num mundo em constante sobreprodução, criado através de investigação histórica e recolha de história oral.

PEIXE P’Ó GATO recusa a exploração da miséria e centra-se na denúncia, na resistência e na dignidade de quem vive em situação de maior vulnerabilidade.É também uma expressão que em Setúbal tinha demasiado uso há não muitos anos, era usada para pedir peixe no mercado como forma envergonhada de esconder a fome e pobreza. A partir dessa memória local convocar uma pergunta central: o que é ser muito pobre?

A dramaturgia é construída a partir de investigação histórica, recolha de história oral e de testemunhos actuais de quem vive em situação de carestia e de voluntários na primeira linha de combate à exclusão.

Com Direcção Artística de Leonardo Silva que assina a Dramaturgia com Patrícia Paixão, tem Música de João Mota (Et toi Michel) e Tozé Bexiga (Raia) que se juntam na Interpretação a Carlos Pereira, Gonçalo Poeiras, Graziela Dias, Inês Oliveira, Sara Túbio Costa, às Vozes da União e à Banda da Capricho Setubalense.

A Cenografia é de Ana Filipa Rodrigues e Paula Moita, com Desenho e Técnica de Som de Pedro Freixo e Sara Honrado na Direcção de Produção.

O espetáculo é um projeto da Dar Cor à Vida, em parceria com o Teatro Estúdio Fontenova, com financiamento da DGArtes e do Município de Setúbal, com o apoio da União da Freguesias de Setúbal.

A 18 e 19 de abril, o percurso performático tem início no Largo da Misericórdia às 17h, seguindo pela Rua de Arronches Junqueiro e terminando n’A Gráfica, o espetáculo convida o público a acompanhar um percurso performativo numa reflexão sobre a desigualdade, privação, actos de resistência e dignidade humana ao longo da história de Setúbal.

Para além do espetáculo, o projeto inclui ainda a inauguração de uma Exposição no dia 9 de Maio, às 16h00, n’A Gráfica, prolongando a reflexão artística em torno das temáticas que atravessam esta criação e processo de investigação. Em Junho será editado o Livro com a dramaturgia e investigação.

O projeto é financiado pela Direção-Geral das Artes / Governo de Portugal e pelo Município de Setúbal, com o apoio da União de Freguesias de Setúbal, União Setubalense, Sociedade Musical Capricho Setubalense, Faísca Voadora, História, Territórios e Comunidades - HTC (NOVA FCSH), Instituto de História Contemporânea - IHC (NOVA FCSH), UNIDCOM/IADE, EAPN Setúbal, Centro de Apoio Sem Abrigo de Setúbal e Centro Paroquial D. Manuel Martins.

Hora: 17h00
Local de início: Largo da Misericórdia, Setúbal
Percurso: O espetáculo decorrerá ao longo da Rua de Arronches Junqueiro terminando com o último acto n’A Gráfica
Nota: Aconselha-se o uso de calçado confortável.

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