Teatro
Marco Mendonça reacende a reflexão sobre racismo e identidade cultural com “Blackface” no Festival Y#22
O Festival Y#22 – festival de artes performativas, organizado pela Quarta Parede, recebe, no próximo dia 24 de abril, às 21h30, no Teatro Municipal da Covilhã, o espetáculo Blackface, de Marco Mendonça.
24 Abr 2026 | 21h30
o burlesco e o documental.
«No espetáculo Blackface, argumentarei que o racismo não é trabalho, embora sociedades inteiras continuem a lucrar a seu custo. (…) Embora séculos de opressão o tenham tornado um assunto tabu aos olhos do poder, argumentarei, por fim, que o racismo não é um mito. Não é trabalho, não é humor, não é mito, logo, qual é o seu lugar na arte? Terão as práticas racistas maior espaço no panorama artístico português do que as pessoas que são ostracizadas por essas mesmas práticas?»
(Breve introdução ao espetáculo backface por Marco Mendonça)
O jovem ator, dramaturgo e encenador moçambicano, vencedor da 6.ª edição do prémio Prémio Ageas Teatro Nacional D. Maria II, integra a programação do Y#22 com um espetáculo que desafia o público a refletir sobre as práticas racistas nas artes, partindo de casos amplamente conhecidos nos Estados Unidos e estabelecendo pontes críticas com a realidade portuguesa.
Nesta sessão abre-se espaço para uma conversa entre artistas e público, mediada pela jornalista Cláudia Galhós, no âmbito da atividade satélite COMUM, promovendo o diálogo e a partilha após o espetáculo.
O Festival Y#22 - festival de artes performativas, organizado pela Quarta Parede, decorre até 4 de junho na Covilhã e em Castelo Branco. A Quarta Parede é financiada pela República Portuguesa – Cultura/ Direção Geral das Artes.
Toda a programação em www.quartaparede.pt
Sinopse
Onde começou o blackface? Quando termina o blackface?
Blackface é um espectáculo a solo, uma conferência musical, entre o stand up e a fantasia, entre a sátira e o teatro físico, entre o burlesco e o documental. Partindo de experiências pessoais e da história do blackface como prática teatral racista – desde as suas raízes nos EUA aos casos portugueses –, Marco Mendonça procura os limites do que pode, ou não, ser representado num palco. Será possível achar que não existe racismo em Portugal?
teatro . 90 min. M/14
Atividade satélite: COMUM – Conversa pós-espetáculo mediada por Claudia Galhós
Ficha Artística
Direção artística, Criação e Interpretação Marco Medonça
Apoio à criação Bruno Huca
Apoio à dramaturgia Gisela Casimiro
Vídeo Heverton Harieno
Composição musical e Sonoplastia Mestre André
Desenho de luz Rui Monteiro
Cenografia Pedro Azevedo
Figurino Aldina Jesus
Direção técnica e operação de luz Manuel Abrantes
Montagem de cenografia Daniela Cardante
Difusão e produção Teatro do Vão/Carolina P. Gameiro
Produção Alkantara/Sinara Suzin (2023-24)
Coprodução Alkantara, Teatro do Bairro Alto e Teatro Viriato
Residência de coprodução O Espaço do Tempo
Apoio à residência Moussem Nomadic Arts Centre
Agradecimentos Ana Cristina Mendonça, André e. Teodósio, Artistas Unidos, Bernardo
Peixoto, Catarina Amaral, Cidália Espadinha, Cleo Diára, Eduardo Mendonça, Eduardo
Molina, Gio Lourenço, Isabél Zuaa, Márcia Mendonça, Marcos Cardão, Maria Jorge, Nádia
Yracema, Nuna, Nuno Lopes, Soraia Tavares, Raquel S., Tiago Bartolomeu Costa e Vanessa
Coelho
SALA E BILHETEIRA
TEATRO MUNICIPAL DA COVILHÃ
Rua Rui Faleiro, 1, 6200-505 Covilhã
Horário de bilheteira
3ª feira a sábado: 14h30-19h30 (exceto feriados)
Dias de espetáculo: 14h30-19h00 | 20h30-21h30
Bilhete geral: 7,00 €
Bilhete c/desconto: 4,00 € (65 anos, estudantes, profissionais do espetáculo)
Online
Descontos disponíveis na bilheteira: 4,00€ (grupos > 4 e pessoas inscritas no COMUM)

