Encontros
A distância que nos aproxima: rádio, convivência e pedagogias em debate no Ano Zero’26
No dia 8 de maio, o Anozero’26 – Bienal de Coimbra, promove duas iniciativas que cruzam criação, participação e pensamento crítico, propondo uma reflexão sobre formas de relação mais horizontais: entre culturas, vozes e processos educativos.
8 Mai 2026 | 16h30
Através de uma entrevista centrada na partilha de percursos de vida, experiências e motivações, o encontro constrói um espaço de escuta e reconhecimento, entrelaçado com temas musicais representativos das geografias evocadas. Mais do que um formato radiofónico, a proposta afirma-se como um exercício de aproximação e de construção de comunidade, onde a diferença se torna lugar de encontro.
Partindo da ideia de uma pedagogia desobediente, aberta e em movimento, o encontro lança interrogações sobre os modelos tradicionais de ensino e sobre a possibilidade de construir práticas de mediação mais horizontais e colaborativas. Ao longo do dia, serão exploradas formas de aprendizagem que valorizam o diálogo, a escuta e a criação coletiva, promovendo vínculos e experiências partilhadas em contextos educativos e comunitários.
Através destas iniciativas, o Anozero’26 reforça o seu compromisso com a criação de espaços de encontro e reflexão crítica, onde se experimentam novas formas de relação, conhecimento e participação, contribuindo para a construção de um tecido social mais inclusivo e sensível às múltiplas vozes que o constituem.
A cidade de Coimbra volta a afirmar-se como um dos principais polos culturais do país com a realização do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, subordinado ao tema «Segurar, dar, receber ». A edição deste ano propõe uma reflexão sobre cuidado, partilha e interdependência, reunindo artistas e criadores em torno de práticas que exploram as relações humanas num contexto contemporâneo desafiante. Com curadoria de Hans Ibelings, John Zeppetelli e Daniel Madeira, a Bienal estará patente até 5 de julho de 2026.
Organizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), pela Câmara Municipal de Coimbra e pela Universidade de Coimbra, a bienal continua a transformar espaços emblemáticos da cidade em locais de criação, pensamento e encontro entre arte e comunidade.

