"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Exposições

Slow After de Dylan Silva

Entre momentos de tensão e ruído constante, existem intervalos menos visíveis , espaços onde a urgência abranda, mas não desaparece. É nesses momentos que o indivíduo permanece, não como resolução, mas como continuidade.

15 Mai a 12 Jun 2026

UMA galeria
Rua dos Poiais de São Bento 57
Preço
Entrada livre

Ao longo da vida adulta, a complexidade não só aumenta, como se acumula. As experiências não se substituem; sobrepõem-se. O corpo e a mente carregam vestígios, e é nesses estados que se inicia um processo mais silencioso: não de reconstrução imediata, mas de observação, hesitação e adaptação.

Este projeto centra-se nesses intervalos. Não como refúgio, mas como território instável onde o sujeito ainda processa o que aconteceu, enquanto tenta reconhecer o que mudou.

Há desaceleração, mas não clareza. Há tempo, mas não garantia.

A forma surge como ponto de partida, uma estrutura construída, legível, reconhecível.

Ao longo do processo, é sujeita a desgaste, repetição e dúvida, revelando os seus limites.

O que se segue é uma desmontagem lenta da identidade construída, em que cada camada retirada não assegura maior verdade, mas maior ambiguidade. O resultado não se fixa.

Permanece incompleto, instável, em transformação.

SLOW AFTER FORM propõe uma atenção a esse tempo intermédio, um tempo em que nada é totalmente resolvido, mas tudo continua a acontecer. Refere-se ao momento posterior ao acontecimento, quando aquilo que foi construído perde definição e entra num processo de transformação gradual, sem conclusões claras.

A inauguração terá lugar na sexta-feira, 15 de maio, das 18h00 às 20h30.

Esta mostra ficará patente até dia 12 de junho e a entrada é livre.

BIOGRAFIA
Dylan Silva (Lausanne, 1993) é um artista multidisciplinar radicado no Porto, cuja prática abrange a pintura e a escultura. Estudou Multimédia na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto O seu trabalho centra-se na memória pessoal e na figura humana, frequentemente representada por formas difusas, fragmentadas ou anónimas. As obras surgem como narrativas silenciosas, que evocam vestígios de histórias incompletas, num território entre a presença e o esquecimento. Nas suas pinturas mais recentes, em tons frios e melancólicos, explora o contacto humano como uma lembrança distante, quase em dissolução. 

Paralelamente, tem contribuído ativamente para a cena artística independente do Porto, tendo sido cofundador da “Sábado-Feira”, uma feira de arte independente em curso, realizada no Maus Hábitos (Porto) e da “Senhora Presidenta” (2018–2025). 

O seu trabalho tem sido exposto em galerias nacionais como a Foco, espaço Mira e Galeria Graça Brandão, assim como em internacionais, das quais destacamos a Ceravento, em Pescara, Itália e a P7 em Berlim.

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Sala dos Ventos 6 Mai a 27 Mai 2026

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