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ESPANTO - Festival Internacional de Filosofia
Cascais volta a ser palco de pensamento crítico e debate de ideias com o regresso do ESPANTO – Festival Internacional de Filosofia, que vai decorrer de 13 a 28 de junho, depois de uma primeira edição que reuniu cerca de 1.350 participantes e mais de 30 oradores e especialistas nacionais e internacionais.
13 Jun a 28 Jun 2026
• Voluntariado Filosófico em bairros sociais e workshops de Filosofia para Crianças
Nascido com a ambição de levar a Filosofia para fora do panorama académico e aproximá-la do espaço público, o festival afirmou-se, em 2025, como um lugar de encontro entre reflexão, atualidade e cidadania, mostrando que pensar não é um exercício abstrato, mas uma necessidade vital num mundo marcado pela incerteza. Esta segunda edição, propõe uma reflexão em torno do “Desejo”, entendido como força motriz da ação humana e das dinâmicas coletivas, atravessando temas como o prazer, o poder, a liberdade, a economia, a arte e o conhecimento.
Ao longo de quatro dias, o ESPANTO reúne pensadores de referência nacional e internacional para explorar a condição essencial da existência humana. Entre os primeiros nomes confirmados destacam-se: Didier Eribon, escritor e filósofo francês, amplamente reconhecido pela obra “Regresso a Reims”; Minna Salami, autora e analista feminista nigeriana, finlandesa e sueca; Richard Shusterman, professor na Florida Atlantic University e fundador do Centro para Corpo, Mente e Cultura; Sebastian Sunday Grève, filósofo alemão e professor assistente na Universidade de Pequim; Gilles Lipovetsky, professor associado de Filosofia, Cavaleiro da Legião de Honra e Doutor Honoris Causa por diversas universidades; Gonçalo M. Tavares, que leciona Teoria da Ciência em Lisboa; João Constâncio, Professor Catedrático de Filosofia do Departamento de Filosofia da Universidade Nova de Lisboa.
A estes juntam-se também as seguintes personalidades: Nick Willing, realizador, produtor e argumentista britânico, filho da pintora Paula Rego, que explorará o tema do Desejo na obra da mãe; Samantha Rose Hill, escritora, investigadora e tradutora norte-americana; Maria Luísa Ribeiro Ferreira, filósofa e professora universitária; Marta Faustino, doutorada em Filosofia; Onésimo Teotónio Almeida, escritor e filósofo português radicado nos Estados Unidos; Madalena Sá Fernandes, cronista do jornal Público, escritora e autora de LEME, publicado em mais de 10 países; Manuel Curado, Professor de Filosofia na Universidade do Minho; Inês Bolinhas, Doutorada em Filosofia pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa; David Erlich, Professor de Filosofia no ensino secundário; Cláudia Clemente, arquiteta de formação, divide o seu trabalho atual entre a escrita, a fotografia e a realização; e Anabela Mota Ribeiro, jornalista, escritora e apresentadora de televisão portuguesa, formada em filosofia. A estes nomes ainda se juntarão muitos mais.
Para Nuno Piteira Lopes, Presidente da Câmara Municipal de Cascais, ‘Quando se fala de filosofia, fala-se de realidade, porque a filosofia só existe porque a realidade existe. E a realidade é um mistério que nos está sempre a surpreender, que exige espanto e gera espanto’. Acrescenta, ainda, que ‘com mais uma edição deste evento no nosso território, Cascais torna-se berço da reflexão sobre a verdade e uma referência nacional no mundo do pensamento e da cultura’.
Já para o Professor Salvato Teles de Menezes, Presidente e Diretor-Delegado da Fundação D. Luís I, ‘o ESPANTO nasceu com uma ambição rara: retirar a filosofia dos espaços estritamente académicos e devolvê-la à cidade, ao encontro público, à experiência comunitária e à vida concreta. Distribuído por vários espaços emblemáticos do concelho, entre eles a Casa das Histórias Paula Rego, o Centro Cultural de Cascais e o Parque Marechal Carmona, o festival conseguiu articular excelência curatorial com uma notável capacidade de integração territorial e social, incluindo sessões em bairros comunitários, o que deu ao evento uma dimensão pública e cívica incomum’.
Catarina Barosa, fundadora da associação e festival ESPANTO, afirma que ‘O Centro Cultural de Cascais, antigo Convento nossa Senhora da Piedade, foi, no século XVI, uma das primeiras escolas de Filosofia do nosso país. Por isso, se alguém tivesse dúvidas sobre poder ser Cascais a receber o primeiro Festival Internacional de Filosofia do nosso país, essas dúvidas ficam agora desfeitas. Aqui fazia-se alquimia, transformava-se a matéria e a pedro filosofal fazia parte deste arranjo alquímico. Para quem se questione de hoje em diante sobre porquê Cascais, a resposta é esta: foi aqui que tudo começo há 5 séculos’. Sobre o tema escolhido para esta edição, acrescenta ‘O desejo atravessa a existência individual moldando também as grandes dinâmicas coletivas: a aventura da tecnociência, o império crescente do consumo e as reviravoltas contemporâneas da geopolítica não são fenómenos isolados, mas estão intimamente ligados a ele. É apetite, coragem, vontade e aspiração de preencher o vazio existencial. O desejo transcende-se a si mesmo e, nesse próprio movimento, o Homo Sapiens não cessa de se construir’.
A edição de 2026 do ESPANTO homenageia Viriato Soromenho Marques, professor catedrático na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, lecionando nos cursos de Filosofia e de Estudos Europeus; membro correspondente da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia da Marinha; e conselheiro especial da Fundação Oceano Azul. Tem desenvolvido uma intensa atividade de docente, investigador e conferencista nas áreas do Ambiente, Assuntos Europeus e da Filosofia Política, com particular destaque para os fundamentos teóricos do federalismo.
O festival é organizado pela ESPANTO - Associação para o Desenvolvimento do Conhecimento, uma entidade portuguesa sem fins lucrativos, fundada aquando do lançamento da primeira edição do evento, dedicada à criação e dinamização de iniciativas educativas, sociais e culturais que promovem o pensamento filosófico no seu sentido mais amplo e o aproximam da comunidade.
Com uma programação que continuará a cruzar pensamento, cultura e participação pública, o ESPANTO afirma-se como um espaço singular no panorama cultural português, consolidando Cascais como palco privilegiado para reflexão crítica e debate de ideias.
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