Encontros
«O mundo é um corpo, um corpo é um encontro, um encontro é um mundo» com Malu Patury
Integrada na programação do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, a performance participativa «O mundo é um corpo, um corpo é um encontro, um encontro é um mundo», de Malu Patury, propõe uma experiência coletiva de relação, presença e construção sensível do espaço.
23 Mai 2026 | 11h30
A proposta parte da ideia do corpo enquanto lugar de passagem, relação e atravessamento, recusando a noção de sujeito como unidade separada e autónoma. Nesta experiência participativa, os limites entre indivíduo e coletivo, entre corpo e paisagem, dissolvem-se, abrindo espaço para formas de encontro construídas em tempo real.
Ao longo da performance, a artista-facilitadora convida o público a corporificar uma cartografia efémera através de gestos simples de interação, contacto e composição coletiva com o corpo. Integrando materiais simples e práticas de relação, a ação propõe uma experiência sensível onde o encontro precede identidades fixas e onde o espaço se transforma através da presença partilhada.
Mais do que uma performance, a iniciativa afirma-se como um exercício de escuta, convivência e criação coletiva, explorando modos de relação que colocam o corpo no centro da experiência artística e comunitária. A proposta inscreve-se numa reflexão mais ampla sobre interdependência, presença e transformação, em diálogo com o tema do Anozero’26.
Malu Patury, artista, professora e investigadora, desenvolve o seu trabalho entre dança, performance e investigação. Nascida no Rio de Janeiro e residente em Coimbra, alia a prática artística a um percurso académico em História, Antropologia da Dança/Etnocoreologia e Curadoria. Entre projetos autorais e colaborações independentes, tem vindo a explorar práticas performativas centradas no corpo, no território e nas relações coletivas.
Integrada numa programação que privilegia experiências participativas e processos relacionais, esta iniciativa reforça o papel da arte enquanto espaço de encontro, experimentação e construção de comunidade.
A cidade de Coimbra volta a afirmar-se como um dos principais polos culturais do país com a realização do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, subordinado ao tema «Segurar, dar, receber ». A edição deste ano propõe uma reflexão sobre cuidado, partilha e interdependência, reunindo artistas e criadores em torno de práticas que exploram as relações humanas num contexto contemporâneo desafiante.
Com curadoria de Hans Ibelings, John Zeppetelli e Daniel Madeira, a Bienal estará patente até 5 de julho de 2026.
Organizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), pela Câmara Municipal de Coimbra e pela Universidade de Coimbra, a bienal continua a transformar espaços emblemáticos da cidade em locais de criação, pensamento e encontro entre arte e comunidade.

