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«Arquivos e apagamentos»: laboratório de criação com Hilda de Paulo no Anozero’26

Integrado na programação do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, o laboratório de criação «Arquivos e apagamentos», orientado por Hilda de Paulo, propõe uma reflexão sobre memória, repressão e resistência associadas à diversidade sexual e de género.

30 Mai 2026  |  14h30

Mosteiro de Santa Clara-a-Nova
Calçada Santa Isabel, 3040-270 Coimbra
Preço
Entrada livre
No próximo dia 30 de maio, entre as 14h30 e as 17h30, terá lugar o laboratório de criação «Arquivos e apagamentos», orientado por Hilda de Paulo, no âmbito da programação do Anozero’26 – Bienal de Coimbra. A iniciativa propõe um espaço de investigação e experimentação artística em torno das relações entre memória, identidade e política visual.

Partindo da publicação ADEUS PÁTRIA E FAMÍLIA (ainda) uma exposição (Museu do Aljube, 2026), o laboratório desenvolve uma abordagem teórica e prática centrada nos processos de repressão e nas formas de resistência relacionadas com a diversidade sexual e de género. Através da análise de arquivos, imagens e narrativas silenciadas, os participantes serão convidados a refletir sobre os mecanismos de apagamento histórico e sobre a construção de contranarrativas no presente.

Ancorado no conceito de border art, de Gloria Anzaldúa, e na noção de política visual, de bell hooks, o laboratório propõe uma reflexão crítica sobre os modos como os corpos, as identidades e as memórias dissidentes são representados, ocultados ou reivindicados. Ao longo da sessão, serão exploradas práticas artísticas e metodologias de criação capazes de ativar arquivos e produzir novas possibilidades de leitura histórica e social.

Hilda de Paulo, artista, curadora e investigadora, desenvolve uma prática transfeminista e transdisciplinar que cruza pintura, escultura, performance e escrita. O seu trabalho aborda questões relacionadas com dissidências de género, memória e perspetivas decoloniais, articulando investigação artística e intervenção crítica. Doutoranda na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, é autora do Arquivo Gis e integra coleções como a de Serralves e a do Akureyri Art Museum.

Integrada num programa que privilegia a experimentação e o pensamento crítico, esta iniciativa reforça o papel da arte enquanto espaço de reflexão, resistência e construção de novas narrativas coletivas.

A cidade de Coimbra volta a afirmar-se como um dos principais polos culturais do país com a realização do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, subordinado ao tema «Segurar, dar, receber ». A edição deste ano propõe uma reflexão sobre cuidado, partilha e interdependência, reunindo artistas e criadores em torno de práticas que exploram as relações humanas num contexto contemporâneo desafiante.

Com curadoria de Hans Ibelings, John Zeppetelli e Daniel Madeira, a Bienal estará patente até 5 de julho de 2026.

Organizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), pela Câmara Municipal de Coimbra e pela Universidade de Coimbra, a bienal continua a transformar espaços emblemáticos da cidade em locais de criação, pensamento e encontro entre arte e comunidade.
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