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«Emaranhados: humanos e plantas em presença, exercícios de atenção com fotografias encontradas» com paula roush/msdm

Integrada na programação do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, a performance participativa «Emaranhados: humanos e plantas em presença, exercícios de atenção com fotografias encontradas» propõe uma experiência coletiva de partilha, memória e relação entre imagens, corpos e ecologias.

30 Mai 2026  |  12h00

Rua Direita, 69
Baixa de Coimbra
Preço
Entrada livre
No próximo dia 30 de maio, entre as 12h00 e as 18h00, a Rua Direita, na Baixa de Coimbra, acolhe a performance participativa «Emaranhados: humanos e plantas em presença, exercícios de atenção com fotografias encontradas», concebida por paula roush/msdm (mobile strategies of display & mediation), no âmbito da programação do Anozero’26 – Bienal de Coimbra.

A ação desenrola-se no espaço público em torno de uma mesa editorial que reúne fotografias de humanos em coexistência ou entrelaçamento com plantas. As imagens pertencem à Found Photo Foundation, um arquivo vivo de fotografias vernaculares e órfãs, ativado nesta proposta não enquanto coleção estática, mas como dispositivo relacional, sensorial e participativo.

Ao longo da iniciativa, o público é convidado a trazer fotografias — antigas ou recentes, pessoais ou encontradas — onde surjam relações entre pessoas e plantas, seja através do cuidado, do contacto ou da habitação partilhada do espaço. É também possível participar através da memória de uma fotografia, ativando narrativas e recordações que atravessam experiências individuais e coletivas.

Em ciclos curtos de partilha, os participantes escolhem e seguram uma imagem — proveniente do arquivo ou trazida por si — construindo histórias associadas a esse encontro. Estas narrativas, reais ou fabuladas, são registadas no local através de escrita manual ou máquina de escrever, integrando posteriormente uma ação lambe-lambe que dará origem a um mural coletivo temporário na Rua Direita.

Mais do que uma performance, a proposta afirma-se como um exercício de atenção e convivência, explorando a fotografia enquanto objeto de relação, memória e transmissão. Através da partilha de imagens e histórias, a iniciativa promove formas de encontro que aproximam práticas artísticas, ecologias afetivas e experiências comunitárias.

Paula Roush é artista e investigadora, desenvolvendo uma prática centrada em oficinas, processos participativos e trabalho de campo. Fundadora da plataforma MSDM – Mobile Strategys of Display & Mediation, trabalha com fotografia, publicação e práticas editoriais situadas, ativando arquivos, paisagens e ecologias locais enquanto matéria viva para processos colaborativos e sensoriais.

Integrada numa programação que privilegia experiências participativas e processos de criação coletiva, esta iniciativa reforça o papel da arte enquanto espaço de partilha, escuta e construção de relações entre comunidade, território e memória.

A cidade de Coimbra volta a afirmar-se como um dos principais polos culturais do país com a realização do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, subordinado ao tema «Segurar, dar, receber ». A edição deste ano propõe uma reflexão sobre cuidado, partilha e interdependência, reunindo artistas e criadores em torno de práticas que exploram as relações humanas num contexto contemporâneo desafiante.

Com curadoria de Hans Ibelings, John Zeppetelli e Daniel Madeira, a Bienal estará patente até 5 de julho de 2026.

Organizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), pela Câmara Municipal de Coimbra e pela Universidade de Coimbra, a bienal continua a transformar espaços emblemáticos da cidade em locais de criação, pensamento e encontro entre arte e comunidade.
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