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Cinema e Vídeo

"Farha" chega à Casa Palestina: um filme sobre infância, perda e sobrevivência na Palestina de 1948

A Casa Palestina apresenta a exibição de Farha, a longa-metragem da realizadora de origem palestiniana Darin J. Sallam que, inspirada em acontecimentos reais, revisita a experiência palestiniana de 1948 através do olhar íntimo e devastador de uma adolescente confrontada com o colapso súbito do seu mundo.

27 Mai 2026  |  20h30

Casa Palestina
R. Gilberto Rola 24, 1350-155 Lisboa

Produzido entre Jordânia, Palestina, Suécia e Arábia Saudita, Farha estreou mundialmente no 46.º Toronto International Film Festival e tornou-se um dos filmes palestinianos contemporâneos de maior reconhecimento internacional. Em 2023, foi a entrada oficial da Jordânia para a categoria de Melhor Filme Internacional da 95.ª edição dos Academy Awards, acumulando distinções em festivais internacionais, entre as quais o prémio de Melhor Filme Jovem nos 15.º Asia Pacific Screen Awards — a primeira vitória histórica da Jordânia nesta competição.

Inspirado em factos verídicos, o filme acompanha Farha, uma rapariga de 14 anos que vive numa aldeia palestiniana em 1948 e sonha continuar os estudos na cidade, contrariando expectativas sociais e limitações impostas às raparigas do seu tempo. Quando a violência se aproxima da aldeia e a realidade política se impõe brutalmente, o pai decide escondê-la num pequeno armazém junto à casa, prometendo regressar. Mas nunca volta.

Confinada a um espaço escuro e isolado, com apenas pequenas frestas que a ligam ao exterior, Farha testemunha acontecimentos que transformam irreversivelmente a sua perceção do mundo e aceleram a passagem da infância para a sobrevivência. O filme constrói, assim, uma narrativa profundamente humana sobre identidade, deslocamento e perda, abordando a Nakba não através do discurso histórico abstrato, mas da experiência concreta de uma jovem obrigada a crescer perante a violência e a separação.

Realizado e escrito por Darin J. Sallam, cineasta premiada de raízes palestinianas e distinguida com a Ordem de Excelência do Rei Abdullah II da Jordânia, Farha é a sua primeira longa-metragem. A realizadora, formada pelo Red Sea Institute for Cinematic Arts e reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho em curtas-metragens premiadas, foi destacada pela Variety entre as mulheres internacionais mais influentes de 2023 e recebeu o Storyteller Award do Institute of Middle East Understanding pelo impacto do filme.

Com interpretação central de Karam Taher, acompanhada por Ashraf Barhom, Ali Suleiman e outros nomes do cinema árabe contemporâneo, Farha afirma-se como uma obra de forte dimensão emocional e política, premiada em festivais como o Asia Pacific Screen Awards, o Casablanca Arab Film Festival e o Malmö Arab Film Festival.

A sessão de Farha é organizada pela Don't Skip Humanity e integra a programação contínua da Casa Palestina, a primeira casa cultural palestiniana em Portugal e a segunda da Europa, criada como espaço de encontro entre criação artística, pensamento crítico e memória coletiva palestiniana. Através de cinema, música, conversas e outras iniciativas culturais, a Casa Palestina continua a afirmar-se como um lugar de escuta e partilha, onde a cultura palestiniana pode ser experienciada e debatida nos seus próprios termos.

A sessão contará ainda com uma mensagem gravada em exclusivo pela realizadora Darin J. Sallam para os visitantes da Casa Palestina, criando um momento adicional de proximidade com o público.

BILHETES   

Sobre a Casa Palestina
A Casa Palestina é um espaço cultural e comunitário em Lisboa dedicado à promoção da cultura, história e realidade palestiniana. Através de programação artística, encontros e iniciativas públicas, a Casa Palestina promove o diálogo, a partilha e a construção de redes de solidariedade.

Sobre a Don’t Skip Humanity
A Don’t Skip Humanity é uma produtora independente e laboratório de storytelling dedicado à justiça social, à educação crítica e à criação de narrativas com impacto. Desenvolve filmes, conteúdos digitais, campanhas e formatos educativos pensados para o ativismo, que questionam narrativas dominantes e dão visibilidade a vozes sistematicamente silenciadas, assente numa prática ética, participativa e decolonial construída em colaboração com comunidades e movimentos, entendendo o storytelling como uma forma de construir memória, resistência e transformação.

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