"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Formação

Casting para Publicidade

Workshop para participantes a partir dos 17 anos com Filipa Amaro.

22 Mai a 29 Mai 2026

Act-Escola de Actores
Rua Rio Cávado 3 1600-702 Carnide
There is a certain skillset that’s required for auditions that you won’t need for the shoot.

Existe todo um conjunto de factores que decidem quem fica selecionado num casting que pouco têm a ver com as capacidades de representação de um actor. Acredito que existem ainda elementos particulares à publicidade que ajuda saber identificar, bem como erros a evitar. Essencialmente vamos desmistificar e dar alguma leveza a um processo que é, por vezes, penoso e altamente vulnerável. Este workshop tem uma forte componente prática em que, desde o início, iremos realizar audições com e sem falas, bem como a análise das mesmas.

ASPECTS THAT GO INTO BOOKING A JOB – Desmistificar (e dar alguma leveza) ao processo.

Existem essencialmente três aspectos que determinam quem fica com um casting: o look, o approach e skillset. Vamos fazer o breakdown das poucas coisas que estão no nosso controlo e das que não estão. Como diz o Michael Shurtlef no Audition “às vezes somos só parecidos com a ex mulher do realizador e ele odeia a nossa cara sem saber bem porquê”. Nesses castings nunca tivemos hipótese, mas isso também traz uma certa leveza ao processo diário de rejeição pois, a maioria das vezes, não tem nada a ver connosco. Este workshop é para, nas vezes em que tudo se alinha, saber aproveitar a oportunidade.

Por último, ainda no âmbito da desmistificação, let´s talk money: ainda que a maioria dos actores faça publicidade porque acredita profundamente no produto, o aspecto financeiro é importante e muitas vezes não discutido suficientemente entre nós. Falemos de aspectos práticos: quantas/quais agências têm acesso aos castings, percentagens e números.

CASTING (PRESENCIAL)

A grande vantagem de ir a um casting presencial é que temos muita informação que sozinhos em casa não podemos usar. Podermos reagir ao nosso ambiente, ler a sala, usá-la a nosso favor.

Sala de espera – O casting presencial começa antes de entrarmos no estúdio.

Apresentação – Se 95% dos castings não passam da apresentação, é essencial entrar no “tom certo” a partir da primeira palavra. Embora isto se aplique ao cinema, vamos trabalhar algumas particularidades da publicidade.

Improvisação (sozinho e em grupo) – Be specific. Ferramentas que ajudam a ultrapassar bloqueios, “diálogos” sem som, intenção, tom e trabalhar com “não actores”.

Acções (em silêncio awkward) – Exercícios práticos, trabalhar a “naturalidade” de todo o tipo de acções, comuns em publicidade.

Dessensibilização à câmara (general awareness) – Será que se vê nos meus olhos que está uma câmara a apontar a quarenta centímetros de minha cara? Provavelmente.

SELFTAPE

Selftape é uma oportunidade para repetirmos as vezes que quisermos mas isso também se pode tornar perigoso. Erros a evitar e como conseguir colocar a atenção apenas no que importa: nós.

Ferramentas práticas e análise.

LINE WORK

Fazer o trabalho de casa e encontrar o tom da cena. Memorizar as falas é das poucas coisas que se pode controlar num casting. Usar ferramentas de memorização, beats (breakdown da cena). Existem mil maneiras de dizer uma fala mas a única coisa que interessa no casting é fazer uma escolha (interessante), estar presente e aberto a receber direcção. O casting não serve para o actor adivinhar o conteúdo do guião mas sim para testar a capacidade que tem de adaptação e espontaneidade.

22,23 e 29 de maio
(Sextas e sábado)
10h às 14h
12 horas
170€

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