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Exposições

Tesouros da coleção do MNAA viajam até Faro

O Museu Municipal de Faro (MMF), em parceria com o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), apresenta a exposição «Olhar a Paisagem a partir das coleções do MNAA». Integrada no programa MNAA está aqui, a mostra propõe uma viagem artística ao longo de cinco séculos de história.

30 Mai a 4 Out 2026

Museu Municipal de Faro
Largo Afonso III, 14, 8700-767 Faro

A exposição cruza uma seleção de obras de arte antiga do acervo do MNAA com as expressões modernistas da coleção do MMF. Figuram na exposição obras icónicas da arte portuguesa, como o celebrado Mês de Abril, de Baltazar Gomes Figueira (1604-1674) e Josefa de Ayala (1630-1684), ou a importante tela Leda e o Cisne, de Vieira Portuense, mas também obras de artistas internacionais de relevo como Joos de Momper II (1564-1635), representado com Porto de Mar, ou o mestre francês Jules Dupré (1811-1889), com Paisagem fluvial, entre muitos outros artistas.

A ideia de paisagem implica um olhar que a enquadre, e as visões da natureza sempre foram expressões das relações dos artistas e do público com o espaço ao seu redor. Sem pretender esboçar uma evolução linear da pintura de paisagem na arte europeia, esta exposição tenta dar conta de como esta se foi afirmando enquanto género autónomo, espelhando diferentes sensibilidades e modos de conceber a natureza, a arquitetura e a própria pintura. Trata-se de um convite a novos olhares, novos diálogos e a uma (re)descoberta das coleções de ambas as instituições.

Sobre o programa «MNAA está aqui»

No âmbito do encerramento do MNAA para o início das obras do Recuperar Portugal: Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o Museu apresenta o projeto «MNAA ESTÁ AQUI/IS HERE» com o objetivo de dar a conhecer os inúmeros depósitos de peças do seu acervo em várias instituições museológicas por todo o território nacional, de norte a sul, assim como pelos arquipélagos dos Açores e da Madeira e Porto Santo.

Instituição centenária, o MNAA tem à sua guarda cerca de 40.000 peças, que tem vindo desde sempre a partilhar com outras instituições nacionais. Algumas destas obras de arte encontram-se depositadas em instituições museológicas do território continental como o Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, no Museu de Aveiro, no Museu de Leiria, no Museu Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco, no Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa, no Crato, na Igreja de Santiago do Castelo, Palmela, ou no Museu-Biblioteca da Casa de Bragança, em Vila Viçosa. Mas também na ilha Terceira, do arquipélago dos Açores, no Museu de Angra do Heroísmo e no Palácio de São Lourenço, no Funchal (ilha da Madeira).

Sobre o Museu Nacional de Arte Antiga

Criado em 1884, o MNAA-Museu Nacional de Arte Antiga alberga a mais relevante coleção pública do país: pintura, escultura, artes decorativas – portuguesas, europeias e da Expansão – desde a Idade Média até ao século XIX, incluindo o maior número de obras classificadas como «tesouros nacionais», assim como a maior coleção de mobiliário português. São também de grande relevância no acervo, nos diversos domínios, algumas obras de referência do património artístico mundial, não só na pintura, mas também no âmbito das suas coleções de ourivesaria, cerâmica, têxteis, vidros e ainda desenhos e gravuras. No acervo do MNAA, destacam-se os Painéis de São Vicente, de Nuno Gonçalves, obra-prima da pintura europeia do século XV, a Custódia de Belém, de Gil Vicente, mandada lavrar por D. Manuel I e datada de 1506, os Biombos Namban, do final do século XVI, registando a presença dos portugueses no Japão, Tentações de Santo Antão, de Bosch, exemplo máximo da pintura flamenga do início do século XVI, São Jerónimo, de Dürer, inovadora representação do Santo, e importantes obras de Memling, Rafael, Cranach ou Piero della Francesca. Destaque ainda para a Baixela Germain, um impressionante serviço de mesa do século XVIII, encomendada por D. José I à famosa oficina parisiense de Thomas Germain, o ourives de Luís XV de França.

www.museudearteantiga.pt

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Sala Estúdio Valentim de Barros 27 Mai a 31 Mai 2026

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