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Festival Duo - Poesia e Performance
O Duo Festival: Poesia e Performance continua no dia 27 de junho, na Biblioteca de Alcântara – José Dias Coelho, em Lisboa, com performances inéditas de Felipe Castro e da dupla Margarida Azevedo & Ricardo Leiria.
27 Jun 2026 | 16h00
Felipe Castro apresenta “Resistir é sambar na cara do cansaço e da tragédia”, solo de spoken word inspirado no livro O Perigo das Vírgulas Malpostas (Urutau, 2025), que atravessa questões de identidade, memória e resistência queer. Já “Shoot Me Down”, de Margarida Azevedo e Ricardo Leiria, cruza poesia, escultura corporal e paisagem sonora numa performance sobre fragilidade, presença e resistência.
Após as apresentações, acontece mais uma edição do Todo Mundo Slam, batalha de poesia falada aberta ao público, em três rondas, com inscrições no local a partir das 15h30.
DUO Festival: 16h00–17h30
Todo Mundo Slam: 17h30–19h00
Apresentação: Maria Giulia Pinheiro
Mediação: Paulo Pascoal e Gonçalo Antunes
Sinopse DUO
O DUO Festival é um novo encontro de poesia e performance promovido pela Associação Fala Orgânica, que decorre entre maio e julho, em Lisboa, reunindo artistas das diversas línguas portuguesas em apresentações inéditas. Com sessões que cruzam spoken word com música, teatro, humor e artes visuais, o festival propõe um espaço de escuta, experimentação e convivência, reforçando o espírito participativo do Todo Mundo Slam. Cada noite inclui ainda mediações artísticas, poetry slam aberto ao público e, como desdobramento final, a edição de um livro com poemas dos finalistas, prolongando a experiência para além do palco.
Programação:
Felipe Castro
"Resistir é sambar na cara do cansaço e da tragédia" é uma performance teatral solo(spoken word). A obra, baseada no livro “O Perigo das Vírgulas Malpostas” (Urutau, 2025), percorre a trajetória de um homem LGBT+ da infância à vida adulta, utilizando a relação pai-filho como fio condutor para uma investigação sobre asobrevivência e a resistência queer na sociedade contemporânea. Concebido comoumsolo apoiado por um desenho técnico de luz e som, o projeto procura sensibilizar opúblico para o impacto das normas de género e sexualidade na estrutura social, celebrando a vulnerabilidade como ato político.
“Shoot Me Down”, de Margarida Azevedo e Ricardo Leiria
Entre a palavra e a matéria, o corpo torna-se território. Shoot Me Down nasce da tensão entre fragilidade e resistência, explorando a voz como gesto físico e político. Nesta performance, poesia, escultura corporal e paisagem sonora encontram-se num espaço cénico minimalista onde o corpo e a escultura são simultaneamente presença, objeto e linguagem.

