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«Tudo que é sólido se desmancha no tear» convida o público a tecer e desfazer coletivamente
Integrada na programação do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, a performance participativa «Tudo que é sólido se desmancha no tear», de Hanna Coelho, transforma a Praça do Comércio num espaço de criação coletiva, reflexão e experimentação em torno dos gestos de construir e desfazer.
4 Jul 2026 | 13h00
A proposta desenvolve-se em torno de um tear instalado no espaço público, transformado num dispositivo de encontro, negociação e criação coletiva. Ao longo de quatro horas, artista e participantes são convidados a decidir continuamente o rumo da ação, alternando entre gestos de construção, desconstrução, corte ou partilha dos fragmentos produzidos.
Partindo das práticas de tecer e desmanchar enquanto ações simbólicas, a performance propõe uma reflexão sobre reciprocidade, valor, impermanência e transformação. O tecido em permanente mutação torna-se o resultado visível de uma série de escolhas coletivas, onde o fazer e o desfazer são entendidos como processos igualmente criativos.
Mais do que produzir um objeto final, a ação coloca o foco na experiência partilhada, no tempo de convivência e nos gestos de participação que emergem ao longo do processo. O tear converte-se assim num espaço aberto de experimentação, onde diferentes pessoas contribuem para uma obra em constante construção e desaparecimento.
Ao questionar onde reside o sentido da criação — no objeto, na experiência, no encontro ou no vestígio deixado após a ação — a performance convida o público a pensar a criação artística como prática relacional e coletiva, profundamente ligada às dinâmicas de partilha e transformação.
Integrada numa programação que privilegia experiências sensoriais e participativas, esta iniciativa reforça o papel da arte enquanto espaço de encontro, negociação e construção coletiva de significado.
A cidade de Coimbra volta a afirmar-se como um dos principais polos culturais do país com a realização do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, subordinado ao tema «Segurar, dar, receber ». A edição deste ano propõe uma reflexão sobre cuidado, partilha e interdependência, reunindo artistas e criadores em torno de práticas que exploram as relações humanas num contexto contemporâneo desafiante.
Com curadoria de Hans Ibelings, John Zeppetelli e Daniel Madeira, a Bienal estará patente até 5 de julho de 2026.
Organizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), pela Câmara Municipal de Coimbra e pela Universidade de Coimbra, a bienal continua a transformar espaços emblemáticos da cidade em locais de criação, pensamento e encontro entre arte e comunidade.

