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"Verbas de Pedras": jogo performativo ativa memória, linguagem e participação na Sé Velha

Integrado na programação do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, o jogo performativo "Verbas de Pedras", de Bete Esteves, convida o público a participar numa experiência coletiva que articula corpo, linguagem, memória e cooperação em espaço público.

4 Jul 2026  |  17h30

Sé Velha de Coimbra
Largo da Sé Velha, 3000-383 Coimbra
Preço
Entrada livre
Derivada do projeto «Que(m) sabe do que(m) sou feita», desenvolvido desde 2023 no âmbito do programa Crafting, a proposta assume a forma de uma experiência participativa. A ação constrói-se a partir das chamadas «palavras-verba», recolhidas ao longo de uma romaria realizada por diferentes cidades portuguesas. Ao longo da performance, o público é convidado a participar num jogo de interação e descoberta, onde o gesto partilhado se torna elemento central da experiência.

Através da linguagem, da presença física e da relação com o espaço, a proposta cria um ambiente de encontro que privilegia a cooperação e a escuta mútua. Mais do que um jogo ou uma performance convencional, «Verbas de Pedras» afirma-se como um exercício de construção coletiva de sentido, explorando a capacidade da palavra e da ação partilhada para gerar novas formas de relação com a memória, o território e o outro. Integrada numa programação que valoriza práticas participativas e experiências de criação coletiva, esta iniciativa reforça o papel da arte enquanto espaço de encontro, escuta e construção de novas narrativas partilhadas.

A cidade de Coimbra volta a afirmar-se como um dos principais polos culturais do país com a realização do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, subordinado ao tema «Segurar, dar, receber ». A edição deste ano propõe uma reflexão sobre cuidado, partilha e interdependência, reunindo artistas e criadores em torno de práticas que exploram as relações humanas num contexto contemporâneo desafiante.
Com curadoria de Hans Ibelings, John Zeppetelli e Daniel Madeira, a Bienal estará patente até 5 de julho de 2026.

Organizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), pela Câmara Municipal de Coimbra e pela Universidade de Coimbra, a bienal continua a transformar espaços emblemáticos da cidade em locais de criação, pensamento e encontro entre arte e comunidade.
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