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Teatro

"A Árvore que Sangra" de Angus Cerini

“A Árvore que Sangra”, de Angus Cerini, continua em digressão. Dia 17 de junho, quarta-feira, às 19h, estaremos na sala principal do Teatro Garcia de Resende.

17 Jun 2026  |  19h00

Teatro Garcia de Resende
Praça Joaquim António de Aguiar, 7000-510 Évora
«- Com um buraco de bala no pescoço essa tua cabeça de burro nunca teve tão bom ar.»

Assim começa esta peça do dramaturgo australiano, pela primeira vez nos palcos portugueses em coprodução do Teatro da Rainha com o Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha. “A Árvore que Sangra” é a história de um parricídio. Numa quinta de uma localidade rural no árido interior australiano, um tiro ressoa na noite silenciosa. Três mulheres, mãe e duas filhas, levadas pelo desejo de vingança contra os maus-tratos e abusos de que foram vítimas anos a fio, acabam de matar o pai de família. O caso é claro: reféns de um abusador alcoólatra capaz de todas as violências, mesmo violar uma das filhas, chegou o momento de o parar. O que fazer ao cadáver?

Esta é uma peça sobre violência doméstica, abuso sexual, machismo extremo, mas também sobre os silêncios de uma comunidade condescendente com a crueldade próxima. A escrita de Cerini, pautada por diferentes camadas de humor negro, ao mesmo tempo poética e rude, desloca-nos para espaços nada naturalistas. Com um ambiente próximo das murder ballads, as réplicas das três mulheres em cena vão evocando diversas personagens – pai, vizinhos, família distante – atravessando tempos e projectando um futuro que corresponda a uma ideia de regeneração libertadora. Diz o encenador Fernando Mora Ramos: «Neste processo estará o ciclo da vida, tudo regressa à terra e sendo cinza, estrume, tudo pode ser alimento de nova vida, de beleza. O roseiral é o recomeço radical de nova vida. Creio que será isso o mais importante a reter.»

FICHA ARTÍSTICA
Autor | Angus Cerini
Tradução e dramaturgia | Isabel Lopes
Encenação e dispositivo cénico | Fernando Mora Ramos
Desenho de luz | Hâmbar de Sousa
Banda sonora e desenho de som | Francisco Leal
Pintura de pano terra | Bartolomeu Gusmão
Guarda Roupa | Acervo do Teatro da Rainha
Interpretação | Isabel Lopes, Mafalda Taveira e Marta Taveira
Criação de imagem e design gráfico | José Serrão

M/16 | 90m
Mais informações em teatrodarainha.pt e cendrev.pt/
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Evento pago: 4€ a 8€ (mediante descontos aplicáveis)
Bilheteira:
Seg–Sex | 09h00–12h30 · 14h00–17h30
No dia do espetáculo: abre 2h antes
266 703 112
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