"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

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"Tales from the blind spot" de Aleksi Pakkanen

Nascido em 1987, Aleksi é um artista baseado em Tampere, na Finlândia. Nas últimas décadas realizou inúmeras intervenções no espaço público, sobretudo nos países do norte da Europa.

18 Jul a 29 Ago 2026

Passevite
R. Maria da Fonte 54A, 1170-217 Lisboa

As suas ações são inspiradas sobretudo no grafiti e na cultura urbana. Ao longo do tempo, tem alternado entre diferentes formas de produção: a fotografia, a pintura e comportamentos/ações que ele próprio descreve como “infantis e proibidos”.

Nos projetos mais recentes, tem recorrido principalmente a técnicas mistas em diversos suportes, procurando transpor para o papel a sua “mente exausta” e transformar o seu trabalho numa espécie de anti-herói ameaçador. Assume esta postura como uma forma de rebelião contra a pressão de se conformar à vida adulta e às normas do mundo da arte. Aleksi frequentou o ensino secundário, estudou design gráfico e trabalhou posteriormente como enfermeiro hospitalar durante dez anos, sem nunca deixar de criar arte. Atualmente frequenta a licenciatura em Belas-Artes na Universidade de Satakunta.

No uso da tinta, Aleksi é um explorador do seu próprio gesto. Vai diretamente ao plano e avalia o resultado quando percebe que a obra está concluída. Descomprometido de conceitos prévios, interessa-lhe apenas a chegada à obra, como quem alcança um porto de permanentes chegadas e partidas. Numa atitude pura, que o afasta de qualquer condicionamento, o trabalho de Aleksi é ação em estado puro, uma “deriva” onde os gestos são as ruas de uma urbe e cada obra uma arquitetura de símbolos e referências provenientes do exterior da cidade, dos seus espaços e detalhes — um verdadeiro deleite semiótico.

A arte urbana, que sempre o atraiu e motivou a intervir, estabelece nele uma relação biunívoca entre o interior da casa que habita — espaço marcado pela importância de ser pai e, simultaneamente, seu atual local de trabalho mais recorrente — e a rua/cidade, enquanto objeto de análise e de intervenção. Foi essa relação que o fez artista e continua a alimentar o crescimento do seu gesto, do seu olhar e do seu imaginário, visível também no interesse que mantém pelas visitas a museus.

O que importa é o fazer e, em casos específicos, devolver ao público uma natureza intensa e generosa de conteúdo, sem compromissos. Como me disse: “A melhor coisa que podem dizer sobre o meu trabalho é que parece ter sido feito pelo meu filho.” Hélder Castro

Horário: Terça a sábado, das 16h às 20h

Fonte: AgendaLX
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