Música
Vozes de Mayara Baptista
A voz é o primeiro instrumento. O corpo, o melhor. O resto é consequência. Em Vozes, Mayara Baptista transforma esta certeza de Naná Vasconcelos num território sonoro onde corpos se reconhecem e histórias encontram, finalmente, espaço para serem ditas.
13 Set 2026 | 18h00
Em Vozes, Mayara Baptista transforma esta certeza de Naná Vasconcelos num território sonoro onde corpos se reconhecem e histórias encontram, finalmente, espaço para serem ditas. Mais do que performance, é refúgio. Mais do que escuta, é afirmação. Entre texturas vocais que rompem convenções e ressonâncias que atravessam gerações, a artista convoca a ancestralidade e a diáspora contemporânea para um mesmo lugar: um território temporário de pertencimento, construído à frente dos nossos olhos. Numa época em que corpos racializados e migrantes enfrentam ameaças crescentes à sua segurança e existência, Vozes responde com som, palavra e presença — reivindicando espaços, afirmando identidades, tecendo laços que ultrapassam as definições normativas de família e comunidade.
Aqui, ser inteiro é um ato de resistência. Estar junto é um ato político. Vozes não pede licença para existir — inventa novas formas de o fazer.
Esta é uma Curadoria de Linha de Fuga no âmbito do Festival Epicentro
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