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Exposições

Museu Cargaleiro reúne os 20 artistas finalistas da 1.ª edição dos Prémios Manuel Cargaleiro

De 267 candidaturas a 20 obras. A Fundação Manuel Cargaleiro acolhe no Museu Cargaleiro, em Castelo Branco, a exposição que reúne os finalistas da 1.ª edição dos Prémios Manuel Cargaleiro.

18 Set a 28 Fev 2027

Museu Cargaleiro
R. dos Cavaleiros 23, 6000-189 Castelo Branco
Preço
Entrada livre
Distribuída por dois pisos, a mostra apresenta pela primeira vez em conjunto as obras selecionadas de entre as 267 candidaturas recebidas de todo o país e do estrangeiro, em duas categorias, com dez finalistas cada.

A seleção coube a um júri de exceção no panorama artístico português: Sandra Vieira Jürgens, Alexandre Farto (Vhils) e Graça Morais. E a exposição não constitui apenas o ponto de maior visibilidade pública desta primeira edição — é a sua etapa decisiva. É diante das obras instaladas, no espaço e na materialidade que lhes é própria, que o júri conclui a avaliação e fixa a decisão final.

“Os Prémios Manuel Cargaleiro refletem o compromisso da Fundação com o apoio à criação artística contemporânea e manifestam a convicção de que preservar um legado implica, também, criar condições para o surgimento de novas linguagens. Mais do que uma homenagem ao legado de Manuel Cargaleiro, os Prémios constituem um programa que prolonga o seu espírito de experimentação, de liberdade criativa e de proximidade às sucessivas gerações de quem faz da arte um lugar de investigação, descoberta e expressão”, afirma Gonçalo Garcia Magano, Diretor da Fundação Manuel Cargaleiro e curador da exposição.

O percurso abre com o Prémio Revelação, dirigido a estudantes do ensino superior artístico, que reúne as obras de Ana Alves, Giulia Paz, Mónica Lopes Nogueira, Pedro de Sousa Serafim, Raquel Maria Tavares, Rui Dias Monteiro, Sara Gonçalves, Sara Velez Malta, Sílvia Neto e Tomás Caleia Azul. Pintura, escultura, cerâmica, desenho e instalação cruzam-se num conjunto que não obedece a uma linguagem comum, mas onde se estabelecem relações subtis nos suportes, na matéria, na cor, na figura e no gesto.

“Mais do que revelar tendências ou definir uma geração, o Prémio Revelação evidencia a pluralidade de práticas que caracteriza a arte contemporânea em Portugal. É precisamente nessa coexistência de linguagens que reside a sua vocação: não na promessa do que poderá vir a ser, mas na afirmação do que já é”, sublinha o curador.

Segue-se o Prémio Cargaleiro, aberto a artistas de qualquer idade, nacionalidade ou percurso, com as obras de Ana Maria Ferreira, António Jorge, Célia Macedo, Joana Paraíso, Luís Macedo, Luís Mouro, Luísa Ramires, Magda Delgado, Rosário Andrade e Yola Vale. Cor, geometria, ritmo e gestualidade surgem aqui como ponto de partida para propostas plenamente autorais, num percurso onde a afinidade cromática cria uma continuidade visual que antecede a leitura conceptual.

“Mais do que assinalar influências, esta exposição demonstra que um legado artístico se mantém vivo quando continua a suscitar novas interpretações. O Prémio Cargaleiro desafia a que a herança de Manuel Cargaleiro não resida apenas na singularidade da sua obra, mas na capacidade de inspirar novas linguagens, novos processos e novas formas de ler a criação artística”, acrescenta Gonçalo Garcia Magano.

O que está em jogo é substancial. Ao vencedor do Prémio Cargaleiro é atribuído um prémio monetário de 5 000 €. Ao vencedor do Prémio Revelação, o financiamento integral do ciclo de estudos em curso, com o ano letivo assegurado também ao segundo e ao terceiro classificados. Todos os finalistas integram o catálogo oficial da edição. Os vencedores serão anunciados apenas na cerimónia oficial de entrega, em outubro, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, por ocasião do Dia das Belas-Artes.

A sessão inaugural conta com a presença do Conselho de Administração da Fundação Manuel Cargaleiro; do Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco; do Presidente da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa; e de Sandra Vieira Jürgens, curadora e diretora da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, mas nesta ocasião na qualidade de representante do júri.

A inauguração é de entrada livre e aberta a todo o público. Após a sessão de abertura, realiza-se uma visita à exposição conduzida pelo curador, com a presença dos artistas finalistas. Segue-se um porto de honra, que celebra não só esta primeira edição dos Prémios, mas também uma efeméride da casa que a acolhe: o 21.º aniversário do Museu Cargaleiro.

Os Prémios Manuel Cargaleiro são uma iniciativa da Fundação Manuel Cargaleiro, em parceria com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e a Câmara Municipal de Castelo Branco, e contam com o patrocínio exclusivo da Caixa de Crédito Agrícola da Beira Baixa Sul. Instituídos em homenagem à vida e à obra do Mestre Manuel Cargaleiro (1927–2024), inscrevem-se no programa das Comemorações do Centenário do seu nascimento, que se prolonga até ao final de 2027.

Inauguração: 18 de setembro, às 18h00
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