Literatura
Diga 33 Poesia no Teatro | Diga Kaváfis – com José Luís Costa
Porquê dedicar um Diga 33 – Poesia no Teatro a um poeta grego desaparecido na primeira metade do século XX? Em nossa defesa, invocaremos o facto de tratar-se de um dos poetas estrangeiros, a par de Rimbaud, mais traduzidos para a língua portuguesa.
27 Out 2026 | 21h30
Para nos falar de e sobre Kaváfis convidámos José Luís Costa, também ele poeta, autor da primeira tradução integral em língua portuguesa da poesia do poeta grego nascido em Alexandria. José Luís Costa (Lisboa, 1978) estudou Línguas e Literaturas Clássicas e Interpretação de Conferências na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Trabalha como intérprete de conferências e tradutor literário a partir de várias línguas, privilegiando o grego moderno. Traduziu obras de Yánnis Rítsos, Yórgos Seféris, Katerína Gógou, Dimítris Lyácos e Yánnis Stíggas. Em 2025, deu à estampa na editora Assírio & Alvim o volume Aquele Belo Rapaz, poesia completa de K. P. Kaváfis. É também autor de quatro livros de poesia: 20 poemas a Anton Webern seguido de Aventuras (&etc., 2005), Da Madragoa a Meca (&etc., 2013), Canto da Alforreca (Douda Correria, 2016) e Lantânio (Flan de Tal, 2023).
Com ele abordaremos as dificuldades de tradução de um poema por comparação com outro género de texto, o que neste seu trabalho encontramos de diferenciador relativamente a traduções anteriores, quais as linhas de força da poesia de Kaváfis, o que a mantém tão presente entre os poetas portugueses, qual o lugar que ocupa na produção poética universal. Kaváfis (Alexandria, 29 de Abril de 1863 – Alexandria, 29 de Abril de 1933) é geralmente reconhecido como o mais influente poeta da modernidade grega. Falava grego, inglês, francês, sabia italiano, dominava o grego antigo e o latim. O último de nove filhos de uma família abastada, emigrada em Alexandria, assistiu ao declínio financeiro familiar após a perda do pai em 1870. Exerceu funções de tradutor e escriturário, fazendo circular a sua obra de um modo bastante restrito. Alguns poemas foram publicados em revistas, outros integravam conjuntos breves que o poeta fazia chegar a leitores escolhidos a dedo. Passou sete anos em Inglaterra, tendo escrito alguns poemas em inglês.
Esta sessão terá lugar nas instalações do Teatro da Rainha (Praça da Universidade, Edifício 2, Caldas da Rainha), dia 27 de Outubro, a partir das 21h30. Henrique Fialho moderará a conversa com José Luís Costa, coadjuvado pelo poeta e ensaísta José Ricardo Nunes na leitura de poemas e no desfiar do novelo que nos levará a Ítaca.
BILHETE GERAL - 4 €
INFORMAÇÕES E RESERVAS - 262 823 302 | 966 186 871 | geral@teatrodarainha.pt
LOCAL - Sala Estúdio do Teatro da Rainha

