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Festivais

ALKANTARA FESTIVAL anuncia programação completa da edição de 2026

A edição de 2026 do Alkantara Festival está oficialmente fechada. Dança, teatro, performance e encontros integram os principais eixos que fazem novamente de Lisboa o epicentro de diferentes geografias, experiências e imaginários.

13 Nov a 29 Nov 2026

Lisboa

Carolina Bianchi Y Cara de Cavalo, Cão Solteiro & André Godinho, Alessandro Sciarroni, Ali Chahrour, Cleo Diára, Dorothée Munyaneza & Companhia, Muna Mussie, Bilal El Had e Tita Maravilha & Vânia Doutel Vaz são alguns dos muitos nomes que preenchem um programa singular e corajoso que convida à reflexão.

17 espetáculos
4 conversas pós-espetáculo
1 conferência
3 workshops
1 masterclass
1 festa
8 dias de programação no Ponto de Encontro (Casa Independente)

Começou a contagem decrescente para mais uma edição do Alkantara Festival. Em 2026, de 13 a 29 de novembro, o Festival Internacional de Artes Performativas volta a tornar-se um lugar de acasos, de encontros e de relações, e a colocar Lisboa no centro de uma multiplicidade de vocabulários.

Com o programa já anunciado na sua totalidade, o Alkantara vai apresentar, durante 17 dias, mais de uma quinzena de espetáculos, entre estreias mundiais e nacionais, da dança ao teatro, passando pela performance, num alinhamento onde cabem ainda conversas, workshops, masterclasses, conferências, encontros, festas e noites.

Território de imaginação e de transformação, o festival é atravessado, como declara o co-diretor artístico David Cabecinha, pela “urgência de dar forma ao que nos inquieta e ao que nos entusiasma, de ocupar os espaços que estão em risco de desaparecer” e pelo “desejo de dançar, de imaginar e de estar com outras pessoas”.

“Em cada espetáculo encontramos gestos, danças, imagens, histórias ou canções que trazem inquietações e desejos, mas também a convicção – de artistas e das suas equipas – de que estas inquietações e estes desejos são importantes. A esta convicção, juntamos a nossa: a de que é importante estarmos juntos, nos espetáculos e fora deles, para pensarmos o presente em conjunto, enquanto vivemos diferentes espaços da cidade.

No Alkantara Festival de 2026 há muitas ideias de fim e de recomeços, de coisas que queremos preservar e outras que gostávamos que fossem diferentes.”

David Cabecinha, co-diretor artístico do Alkantara Festival 2026



O arranque do Alkantara Festival 2026, a 13 de novembro, dá-se na nobre Sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II com a estreia absoluta da peça de despedida, 29 anos depois da sua fundação, da companhia Cão Solteiro. Menos de Cão Solteiro & André Godinho convoca criadores, intérpretes, técnicos e toda a equipa num movimento contínuo que termina com o esvaziamento total da cena. Também no dia de abertura, Jaha Koo e o espetáculo de teatro Haribo Kimchi, no qual o humor, o absurdo e a melancolia revelam o sabor agridoce da pertença, sobem ao palco do Teatro do Bairro Alto. O mesmo espaço recebe mais à frente Inés Sybille Vooduness e Malvin Puerca de Goma, com Cadências crioulas, dez mil vezes desdobradas – onde o som, o movimento e a vibração formam um cenário entre o ritual, a celebração e a sobrevivência –, e um dos grandes destaques desta edição, CleoDiára, com Please, Love Me!, a primeira criação em nome individual para teatro da galardoada com o prémio de Melhor Atriz no Festival de Cannes em 2025 – uma reflexão sobre amor e sobre ser uma mulher negra cabo-verdiana num mundo patriarcal.

Nas estreias mundiais, o Alkantara apresenta Shikama, de Dorothée Munyaneza & Companhia, um espetáculo em que três pessoas e um violoncelo procuram criar raízes no meio da turbulência do mundo e dos abalos da vida, no CAM - Centro de Arte Moderna Gulbenkian; e Espiões – Apocalypse How, um projeto coreográfico de Filipa Francisco que atravessa quase três décadas, chegando agora à sua terceira edição com direção artística de Sónia Baptista, nos Jardins do Bombarba/Sala Estúdio Valentim de Barros.

Quanto às estreias nacionais, MunaMussie leva ao Museu Nacional de Arte Contemporânea Cinema Impero, uma performance íntima com imagens de arquivo, apresentada para uma pessoa de cada vez ou em versão para grupo e cujo título faz referência ao cinema construído pelo regime fascista italiano, nos anos 30, em Asmara, na Eritreia. Outra proposta é o novo solo de Bilal El Had, Ch’ttahh, que, no Centro Cultural Belém, celebra o Chaabi marroquino, a primeira forma de dança com que o bailarino se cruzou, capaz de transpor ou quebrar regras sociais, enquanto preserva memória cultural e abre espaço para imaginar futuros possíveis.

Também pela primeira vez em Portugal, juntam-se os espetáculos anteriormente anunciados The Brotherhood – o segundo capítulo da Trilogia Cadela Força, de Carolina Bianchi Y Cara de Cavalo, e Mali Futuro Live, parceria entre as companhias Rimini Protokoll, Théâtre Vidy-Lausanne e Les Praticables, na Culturgest; Save the Last Dance for Me, de Alessandro Sciarroni, no Centro Cultural de Belém; Quando vi o mar, de Ali Chahrour, no Teatro Nacional D. Maria II; e Dzudza, de Idio Chichava, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Ainda no programa: Este Mundo, de Dançando com a Diferença & Bouchra Ouizguen, no Centro Cultural de Belém; Coisa-Ponta, de Ana Rita Teodoro & Márcia Lança, no CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian; Prato Feito REPARA, no qual Tita Maravilha e Vânia Doutel Vaz apresentam, cada uma, uma performance que dialoga com obras da exposição Turn around. Um olhar sobre a Coleção de Arte Fundação EDP, no MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia; e A Vida é uma Fruta na Boca do Sol, a festa-performance que celebra a abertura do festival, pelo colectivo MeioFio, no espaço DISASTER.

Depois dos espetáculos, o Alkantara reserva espaço para trocas e reflexões sobre os processos criativos e os temas abordados, com Dorothée Munyaneza, Bilal El Had, Sónia Baptista e Ali Chahrour, em conversa com artistas locais, num momento também aberto ao público.

Esta edição conta ainda com workshops gratuitos (mediante inscrição em alkantara.pt) orientados por Ali Chahrour, Idio Chichava e Inés Sybille Vooduness, no Espaço Alkantara, e uma masterclass igualmente gratuita (mediante inscrição em alkantara.pt), dirigida a profissionais e estudantes das artes performativas, conduzida por Stefan Kaegi, da companhia de teatro Rimini Protokoll, na Culturgest. Na mesma instituição, Carolina Bianchi e Gabriela Moita refletem acerca das formas exercidas sobre as mulheres e os modos de resistência, criação e transformação que lhes respondem, tanto no espaço público como na intimidade, numa conferência de entrada livre (mediante pré-inscrição ou levantamento de bilhete 15 minutos antes).

O Festival Internacional de Artes Performativas sugere ainda um programa pós-espetáculos na Casa Independente, de forma a aproximar artistas, públicos e comunidades que têm mantido a noite de Lisboa viva e recomendável. Com curadoria de DIDI, o Ponto de Encontro propõe, em oito noites, várias experiências, de karaoke a DJ sets, performances e convívio com comunidades Drag e Ballroom. No alinhamento: Andrei Bessa, Ballroom Scene Portugal, DJ Caring, Chima Isaaro, Coletivo Afrontosas, DIDI, DON’T CALL ME TAKO, IN DRAG by Fortuna Beige + TANDY 3000, ISMA(EL), June João, DJ Maboku, MARIBELL, Pedro Barbosa, SHEREYA, The Blacker the Berry Project, Saoco Sound with Xavier BLK + Indi Mateta e Violet.

De 13 a 29 de novembro, o Alkantara Festival 2026 faz-se de experiências, inquietações e desejos muito diferentes, de uma “variedade de formas de inventar o presente, de articular ideias, de produzir sensações e de nos provocar a imaginar outras possibilidades de futuro”.

Os bilhetes para os espetáculos e atividades do programa podem ser adquiridos nas bilheteiras online e físicas dos respetivos espaços de apresentação. Estão disponíveis descontos para estudantes, professores, pessoas desempregadas, pessoas com deficiência e acompanhantes, profissionais das artes e grupos. O programa inclui também iniciativas de acesso gratuito cuja participação está sujeita a reserva ou levantamento prévio de bilhete. Todas as informações sobre bilhetes, descontos, reservas e condições de acesso podem ser consultadas em alkantara.pt.

O Alkantara é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Ministério da Cultura, da Juventude e do Desporto, DGArtes e Câmara Municipal de Lisboa.

O Festival Internacional de Artes Performativas é co-produzido por algumas das principais instituições culturais de Lisboa, entre as quais o Centro Cultural de Belém, a Culturgest, o CAM — Fundação Calouste Gulbenkian, o Teatro do Bairro Alto, a Lisboa Cultura, o MAAT, o MNAC e o Teatro Nacional D. Maria II.

PROGRAMAÇÃO ALKANTARA FESTIVAL 2026

Cão Solteiro & André Godinho (PT)
Menos de Cão Solteiro & André Godinho (2026)
13, 14 e 15 de novembro — Teatro Nacional D. Maria II – Sala Garrett
A sessão de 15 de Novembro conta com Interpretação em Língua Gestual Portuguesa

JahaKoo (KR)
Haribo Kimchi (2024)
13, 14, e 15 de novembro — Teatro do Bairro Alto

MeioFio (BR)
A Vida é uma Fruta na Boca do Sol (2026)
13 de novembro — DISASTER

Dorothée Munyaneza & Companhia (RW/FR)
Shikama (2026)
14, 15 e 16 de novembro — CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian – Sala Estúdio
Apresentação no âmbito do Prémio Salavisa European Dance Award, uma iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com instituições de referência no panorama da dança europeia
A sessão de 15 de Novembro conta com uma conversa pós-espetáculo com a artista e Aoaní

Alessandro Sciarroni (IT)
Save the Last Dance for Me (2019)
14 de novembro — Centro Cultural de Belém – Foyer do Grande Auditório

Muna Mussie (ERI/IT)
Cinema Impero (2025)
14 e 15 de novembro — Museu Nacional de Arte Contemporânea – Sala Polivalente

Idio Chichava (MZ)
Dzudza (2025)
17 de novembro — Fundação Calouste Gulbenkian – Grande Auditório
Apresentação no âmbito do Prémio Salavisa European Dance Award, uma iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com instituições de referência no panorama da dança europeia
A cerimónia de entrega do Prémio acontece após o espetáculo

Dançando com a Diferença & Bouchra Ouizguen (PT/MAR)
Este Mundo (2026)
19 e 20 de novembro — Centro Cultural de Belém – Pequeno Auditório
Ambas as sessões contam com Audiodescrição

Inés Sybille Vooduness & Malvin Puerca de Goma (ES/DO)
Cadências crioulas, dez mil vezes desdobradas (2025)
20, 21 e 22 de novembro — Teatro do Bairro Alto

Bilal El Had (MAR)
Ch’ttahh (2026)
20, 21 e 22 de novembro — Centro Cultural de Belém – Black Box
A sessão de 21 de novembro conta com uma conversa pós-espetáculo com o artista e Piny

Sónia Baptista & Espiões de Filipa Francisco (PT)
Espiões – Apocalypse How (2026)
20, 21 e 22 de novembro — Jardins do Bombarda – Sala Estúdio Valentim de Barros
A sessão de 22 de novembro conta com uma conversa pós-espetáculo com Sónia Baptista, Filipa Francisco, elenco do espetáculo e Carlota Lagido

Rimini Protokoll / Théâtre Vidy-Lausanne / Les Praticables (DE/CH/ML)
Mali Futuro Live (2026)
21 e 22 de novembro — Culturgest – Auditório Emílio Rui Vilar

Ana Rita Teodoro & Márcia Lança (PT)
Coisa-Ponta (2026)
21, 22 e 23 de novembro — CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian – Sala Estúdio
A sessão de 22 de novembro conta com Audiodescrição

Carolina Bianchi Y Cara de Cavalo (BR)
Trilogia Cadela Força – Capítulo II: The Brotherhood (2025)
26, 27 e 28 de novembro — Culturgest – Auditório Emílio Rui Vilar

Cleo Diára (CV/PT)
Please, Love Me! (2026)
27, 28 e 29 de novembro — Teatro do Bairro Alto
A sessão de 29 de novembro conta com Audiodescrição e Interpretação em Língua Gestual Portuguesa

Ali Chahrour (LBN)
Quando vi o mar (2025)
27 e 28 de novembro — Teatro Nacional D. Maria II – Sala Garrett
A sessão de 28 de novembro conta com Audiodescrição e uma conversa pós-espetáculo com o artista e Shahd Wadi

Tita Maravilha & Vânia Doutel Vaz (BR/AO/PT)
Prato Feito REPARA (2026)

28 e 29 de novembro — MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia

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