Teatro
Uma menina, um navio e um sonho sem preconceitos: "A Menina Que Queria Ser Pirata"
Com texto original do escritor angolano Ondjaki e de Miguel Sermão, e encenação de Miguel Sermão, o espetáculo acompanha a aventura de Martina, na sua viagem de descoberta e superação a bordo de um navio pirata, até se tornar maruja.
7 Nov a 20 Dez 2026
A mais recente produção de teatro infantil do Teatro da Comuna, em Lisboa, tem estreia marcada para 7 de novembro, às 16h00, e ficará em cena até 20 de dezembro.
Numa história divertida e envolvente, destinada a crianças a partir dos 3 anos, são abordados temas atuais como o bullying e a discriminação de género, a higiene oral, corporal, social e ambiental, mas sobretudo a importância de cultivar a imaginação, de sonhar e crescer sem preconceitos.
“Na ânsia de crescer, afastamo-nos precocemente da infância e dessa capacidade genuína de sonhar, brincar e descobrir o mundo sem julgamentos ou complexos. Contrariando esta tendência, decidimos mergulhar no universo da brincadeira e da imaginação para construir e partilhar uma história que celebra a singularidade de cada indivíduo. Durante a peça, acompanhamos a forma como a Martina supera vários desafios até conseguir tornar-se maruja, e percebemos como a sua determinação e coragem lhe permitem alcançar o seu sonho. No entanto, há um mistério a bordo que dá início a uma aventura repleta de peripécias, emoções e aprendizagens”, sublinha Miguel Sermão, coautor e encenador da peça.
Os atores Maria Mendes, Sara Cipriano e Xavier António dão vida à 168.ª produção da Comuna e prometem um momento de diversão e reflexão para toda a família sobre temas fundamentais da atualidade e transversais a todas as gerações. Mais do que uma aventura de piratas, a peça é uma viagem de descoberta onde a diferença é uma força, a imaginação não tem limites e os desafios são oportunidades de crescimento.
“Esperamos que esta viagem pelas diversas ilhas do nosso crescimento seja mais do que uma aventura: que se transforme numa oportunidade para partilharmos emoções, celebrarmos a diferença e reencontrarmos a criança que existe em cada um de nós. Afinal, quem tem imaginação e nunca deixa de brincar guarda consigo o maior tesouro do mundo”, acrescenta o encenador.
Em cena até 20 de dezembro, as sessões decorrem aos sábados e domingos, às 11h00, e durante a semana para escolas, mediante reserva prévia.
Os bilhetes estão à venda nos locais habituais e no Teatro da Comuna.
Nota: o espetáculo destina-se a maiores de 3 anos de idade.
Sobre a Comuna – Teatro de Pesquisa:
Fundada a 1 de maio de 1972, em Lisboa, a Comuna – Teatro de Pesquisa nasceu da vontade de criar um teatro vivo, assente na experimentação, na valorização do ator e numa relação próxima com o público. O nome “Comuna”, escolhido pelos ouvintes da Rádio Renascença, traduz a ideia de uma comunidade de criadores, sem hierarquias rígidas, aberta à partilha e à permanente transformação artística.
Desde a sua fundação, a Comuna mantém-se fiel à sua vocação de laboratório de pesquisa teatral e de resistência cultural. A sua programação cruza a grande dramaturgia nacional e internacional com autores contemporâneos e novas linguagens, integrando espetáculos para diferentes públicos, coproduções, cocriações, itinerâncias, projetos educativos e iniciativas de formação. A companhia distingue-se ainda pela articulação entre artistas experientes e novos criadores, contribuindo para a formação e projeção de sucessivas gerações de atores, dramaturgos e encenadores.
Ao longo de mais de meio século, afirmou-se como uma das companhias de teatro portuguesas mais reconhecidas e internacionalizadas: apresentou 153 espetáculos, participou em mais de 100 festivais nacionais e em cerca de 55 festivais internacionais, atuou em mais de 108 localidades portuguesas e em 60 cidades estrangeiras, e recebeu 41 prémios. As suas salas acolheram inúmeras companhias, exposições, concertos, colóquios e lançamentos, contribuindo para a formação e projeção de várias gerações de atores, dramaturgos e encenadores da capital e de todo o país.
Mais em: https://www.comunateatropesquisa.pt/
“A Menina Que Queria Ser Pirata”, de Miguel Sermão
SINOPSE
Beatriz, também conhecida como Martina, é uma menina que embarca num navio pirata para realizar o seu grande sonho. Apesar da rejeição e da discriminação, a sua coragem e determinação levam-na a superar os obstáculos e a tornar-se uma extraordinária maruja.
Tudo muda quando o capitão encontra um objeto misterioso na camarata dos piratas e decide investigar a quem pertence e para que serve. Esta descoberta dá início a uma aventura repleta de peripécias, emoções e aprendizagens, onde cada desafio se transforma numa oportunidade de crescimento.
Através de uma história divertida e envolvente, este espetáculo aborda a importância da higiene oral, corporal, social, emocional e ambiental, explorando também temas como o bullying, a discriminação de género e a exclusão.
Mais do que uma aventura de piratas, é uma viagem de crescimento e descoberta, que incentiva as crianças a desenvolver a sua autonomia, identidade e consciência individual e coletiva.
Ficha Artística e Técnica
Texto | Ondjaki e Miguel Sermão
Interpretação | Maria Mendes, Sara Cipriano e Xavier António
Adaptação e Encenação | Miguel Sermão
Assistência de Encenação | Mafalda Enes
Cenografia e Figurinos | Renato Godinho
Desenho de Luz | Rogério Vale | Hugo Franco
Direção Técnica e Sonoplastia | Hugo Franco
Fotografia | Pedro Soares
Operação Luz/Som | Rogério Vale
Conceção Gráfica | WLP
Técnicos de Montagem | Renato Godinho, Rogério Vale e Assunção Dias
Gabinete de Produção | Rosário Silva, Carlos Bernardo e Catarina Oliveira
Assistência Geral | Selma Meira, Assunção Dias, Julieta Lucas, Sara Figueira (estagiária da Escola Secundária D. Pedro V).

