Teatro
D. Maria II estreia "A Cantora Careca" de Eugène Ionesco
Com encenação de Beatriz Batarda, nesta nova criação, os intérpretes estagiários do D. Maria II, Matilde Pedrosa, Miguel Marinho, Sofia Fairfield e Kevin Cassule, sobem ao palco ao lado de João Grosso, para dar corpo a um dos textos fundamentais do Teatro do Absurdo.
26 Nov a 13 Dez 2026
Em cena até 13 de dezembro, o espetáculo questiona as convenções sociais e a aparente normalidade do quotidiano, num universo onde a linguagem perde o sentido e a comunicação se desfaz.
Numa sala burguesa, o Sr. e a Sra. Smith conversam sobre banalidades do quotidiano, enquanto os relógios batem vinte e nove vezes. Entre convidados que parecem ter perdido a noção de si próprios, uma criada poeta e um bombeiro à procura de fogos inexistentes, a linguagem desintegra-se e a comunicação torna-se cada vez mais absurda.
Escrita por Eugène Ionesco, A Cantora Careca é uma das obras de referência do Teatro do Absurdo. Ao desmontar as convenções da linguagem e as certezas que sustentam a vida quotidiana, o texto expõe o vazio das relações sociais e questiona aquilo que entendemos como normalidade.
Na encenação de Beatriz Batarda, o espetáculo convoca também o imaginário ácido da pintura de Eduardo Batarda, marcada por um olhar crítico sobre a burguesia e os mecanismos de exploração. Entre humor e ironia, intérpretes e espectadores tornam-se cúmplices de um universo em colapso, onde a destruição da palavra abre caminho a outras formas de questionar o mundo.
A participação de Matilde Pedrosa, Miguel Marinho e Sofia Fairfield, intérpretes estagiários do D. Maria II, inscreve-se no compromisso do Teatro com a formação e o desenvolvimento profissional de novos intérpretes, proporcionando-lhes a oportunidade de integrar uma produção e trabalhar ao lado de artistas experientes.
Com tradução de Joana Frazão, A Cantora Careca conta ainda com cenografia de Ângela Rocha, figurinos de Aldina Jesus, desenho de luz de Nuno Meira e sonoplastia e desenho de som de Sérgio Milhano. A produção é do Teatro Nacional D. Maria II.
O espetáculo estará em cena na Sala Estúdio do D. Maria II, de 26 de novembro a 13 de dezembro de 2026, com sessões de quarta a quinta-feira, às 19h30, sexta-feira, às 21h30, sábado, às 19h30, e domingo, às 16h30.
No dia 6 de dezembro, terá lugar uma conversa pós-espetáculo, moderada por Joyce Souza, do projeto Segundo as Marias. Nesse mesmo dia, realiza-se uma sessão com interpretação em Língua Gestual Portuguesa. A 13 de dezembro, o espetáculo contará com uma sessão com audiodescrição.
> Mais informações sobre o espetáculo aqui.

