Ordem Internacional e Multilateralismo
Migrações, Diversidade e Cosmopolitismo na Cidade de Lisboa, por Francisco Lima da Costa
A relação entre globalização e cosmopolitismo, o crescimento dos fluxos migratórios e a diversidade daí decorrente, são alguns dos temas incontornáveis no dealbar do século XXI. O estudo dos mercados etnoculturais, decorrentes dos fluxos migratórios, coloca em evidência o contributo que a diversidade e cosmopolitismo dos migrantes envolvidos trazem para a oferta de lazer urbano. De facto, os mercados etnoculturais vão ganhando cada vez maior expressão. Atualmente vários discursos individuais e institucionais tendem a valorizar a diversidade. Tal processo é bem evidente no brandmarketing da cidade de Lisboa. Há, no entanto, que não esquecer que as tensões entre “as identidades monolíticas” e “as identidades cosmopolitas” permanecem e não são um aspeto fácil da questão. Pretender “vender” a ideia de uma cidade cosmopolita e, ao mesmo tempo, praticar uma gestão do território que limita a expressão da diversidade é uma contradição nos termos que pode transformar-se num potencial de conflito significativo.

