Adesão à Europa e Política Europeia
Grandes e pequenos no pós-Amsterdão, por Francisco Lucas Pires
A forma instrumental do euro gerou, no pós-Maastricht, o receio de uma futura Europa mais larga, mas de soluções mais restringidas. O Tratado de Amsterdão começou por reduzir esse alargamento. Não obstante, também coloca em questão não apenas o alargamento europeu, mas também o seu aprofundamento e democratização, abrindo o debate pata a questão da evolução europeia para uma próxima fase da sua história, da qual a moeda única será necessária enquanto ponte e ariete numa reforma institucional mais abrangente da constituição europeia para o séc. XXI. O presente artigo reflete sobre este quadro na ótica do debate entre federalismo, intergovernamentalismo e comunitarismo e as consequências da adoção de uns e de outros tanto do ponto de vista do grandes como dos médio e pequenos Estados-membro europeus.

