Adesão à Europa e Política Europeia
Viver com os outros, por Álvaro de Vasconcelos
O crescimento da representação eleitoral de partidos populistas, de caráter racista e xenófobo, nas presidenciais de 2002 na Áustria, em Itália, na Dinamarca, na Bélgica, na Holanda e França abalou o otimismo europeu. A popularidade do discurso populista traduz uma reação previsível à dupla revolução que vivemos: a da própria integração, que põe em causa a noção tradicional de soberania, e a da multiculturalidade, trazida pela questão da imigração. O autor propõe, contudo, que a diversidade cultural seja vista como uma vantagem indispensável à afirmação do projeto e identidade europeus.

