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Roteiros

LISBOA POMBALINA (Roteiro 2)

Este roteiro pretende levá-lo a conhecer não só o conjunto arquitetónico desta época em particular, como também factos e locais importantes da História de Portugal.

A catástrofe de 1755, teve o condão de permitir a remodelação da cidade que até então evoluíra de forma anárquica e imponderada. Uma das primeiras medidas adotadas, foi a criação do gabinete - a Casa do Risco das Obras Públicas. A reconstrução é sobretudo obra de grandes engenheiros-arquitetos, Manuel da Maia, Eugénio dos Santos, Carlos Mardel, Reinaldo Manuel dos Santos, Elias Sebastião Pope e Pedro Gualter da Fonseca, que idealizaram e executaram um novo plano na urbanização da cidade, desde Belém às Amoreiras, ou das Mercês ao Terreiro do Trigo.

Lisboa, setecentista, ficou também fortemente ligada a um outro acontecimento, este de origem política. As ordens religiosas que até então detinham uma grande fatia do poder económico, viram diminuir gradualmente a sua influência junto à Coroa, perdendo regalias e bens imóveis. Neste contexto histórico, várias instituições outrora pertencentes ao clero, passaram para as mãos da Coroa, devido sobretudo à persistência do ministro Marquês de Pombal.

Pontos de Interesse


CELEIRO PÚBLICO

Hoje sede da Direção das Alfândegas de Lisboa, foi construído entre 1765 e 1768, em substituição do Terreiro do Trigo. Trata-se de um edifício com duas fachadas em que sobressaem os corpos centrais. Na decoração interior destacam-se belos exemplos de estuques e azulejos, da época rococó.


HOSPITAL REAL
Construído no local do antigo colégio dos Jesuítas, após a expulsão destes, em substituição do Hospital de Todos-os-Santos, então situado no local onde é hoje a Praça da Figueira. Trata-se de uma arquitetura de expressão maneirista, muito embora tenha já sofrido bastantes alterações. Visivelmente sóbrio, é caracterizada por uma acentuada horizontalidade com fachadas rasgadas por longas fileiras de janelas simples.


JANELAS VERDES

Palácio das Janelas Verdes (Museu Nacional de Arte Antiga) de expressão barroca e maneirista, herdado pelo Marquês após a morte de seu irmão e antigo proprietário, Paulo de Carvalho e Mendonça, em 1770. A Praça está situada a norte da fachada lateral do palácio, gizada pelo arquiteto Reinaldo Manuel dos Santos, contém um chafariz com elementos escultóricos da autoria de António Machado.


MERCÊS
Igreja Paroquial das Mercês está localizada na freguesia das Mercês, no Largo de Jesus. Nela foi batizado e, posteriormente, sepultado o Marquês, antes de terem sido transferidos em definitivo os seus restos mortais para a Igreja da Memória. Trata-se de uma igreja de expressão barroca-maneirista dos séculos XVII e XVIII, reconstruída pelo arquiteto Joaquim de Oliveira. Na rua paralela, pode ver-se o antigo Convento de Nossa Senhora de Jesus, hoje Academia das Ciências.


SÃO PAULO

Esta freguesia é um bom exemplo de reconstrução pombalina, tendo sido totalmente refeita após o Terramoto, com desenhos projetados pela Casa do Risco das Obras Públicas. A Igreja, do mesmo nome, está assente nas fundações de uma anterior do séc. XV, e terá sido sob as orientações do arquiteto Remígio Francisco de Abreu, assistente de Eugénio dos Santos, a concretização da obra.

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