"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Publicações

Obras singulares de Rainer Maria Rilke em reedição

A coleção de poemas O Livro de Horas foi escrita entre 1899 e 1903, em três partes, e publicada pela primeira vez em 1905. Por seu turno, As Elegias de Duíno datam de 1923.


Esgotados no mercado há já algum tempo, ambos os títulos, em versão bilingue (Alemão/Português), são agora reeditados com novas capas.

SOBRE OS LIVROS

O Livro de Horas
Chama-se «Livro de Horas» aos breviários (livro de orações usado pelos sacerdotes) destinados a leigos, contendo orações para determinados momentos do dia, como é notório, em registo poético, no primeiro livro deste volume de Rilke. Foram amplamente difundidos do século XII ao XVI e ainda hoje são conhecidos os livros de horas franceses especialmente ilustrados e ricamente adornados. Os outros dois livros deste volume do Autor apontam para a vida como peregrinação, enfrentando adversidades como a pobreza e a morte. [...]
Livro de Horas não só está na base da fama de Rilke enquanto poeta - foi o primeiro dos seus livros que se tornou muito conhecido – mas também marcou uma época na sua Obra. É o primeiro ciclo poético verdadeiramente acabado: não só por ter surgido de um triplo impulso inspirador investido de uma validade imediata, de tal modo que até a sequência da escrita pôde ser mantida como princípio ordenador, mas sobretudo porque no seu inventário de motivos, nas suas imagens e mitos, na sua estrutura formal e na sua fisionomia estilística projecta um modelo de mundo poético coeso. Deste modo alcançou o seu objectivo de «encontrar imagens para as minhas transformações» (SW III 699). Por isso O Livro de Horas marca o começo da sua obra poética da maturidade.
[do Prefácio de Maria Teresa Dias Furtado]

Pois a pobreza é um grande clarão que vem do interior…
Rainer Maria Rilke

Título: O Livro de Horas
Autor: Rainer Maria Rilke
Tradução e Apresentação: Maria Teresa Dias Furtado
N.º de Páginas: 360
PVP: 17,70€
Coleção: documenta poetica
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As Elegias de Duíno
Rainer Maria Rilke (1875-1926), poeta de dimensão universal, nascido em Praga quando esta cidade ainda pertencia à Áustria, tendo vindo a morrer na Suíça, ergueu na sua obra maior As Elegias de Duíno a grande sinfonia da sua vida e do seu tempo, percorridos pela inquietação e pela angústia, dilacerados pela Primeira Guerra Mundial, envoltos nas vagas das novas filosofias – Kierkegaard, Nietzsche, Bergson –, atraídos pelas novas descobertas no campo da psicologia humana – Freud – e no campo da ciência e da tecnologia. Se a vida e a morte impressionam profundamente a sua sensibilidade, não menos o fazem o amor e a dor, a alegria e a tristeza. Na genial e dolorosa experiência da escrita d' As Elegias de Duíno, Rilke encontra o elo de união entre todas essas realidades diversas e o tom elegíaco, expresso em ritmos livres, dá lugar ao tom elegíaco-hínico, uma vez que o equilíbrio encontrado se exalta e proclama. [...]
[da Introdução de Maria Teresa Dias Furtado]

Se eu gritar, quem poderá ouvir-me, nas hierarquias
dos Anjos? E, se até algum Anjo de súbito me levasse
para junto do seu coração: eu sucumbiria perante a sua
natureza mais potente. Pois o belo apenas é
o começo do terrível, que só a custo podemos suportar,
e se tanto o admiramos é porque ele, impassível, desdenha
destruir-nos. Todo o Anjo é terrível. […]
Rainer Maria Rilke

Título: As Elegias de Duíno
Autor: Rainer Maria Rilke
Tradução e Introdução: Maria Teresa Dias Furtado
N.º de Páginas: 144
PVP: 14,40€
Coleção: documenta poetica
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SOBRE O AUTOR
Rainer Maria Rilke
Nasceu em Praga, em 1875. Escritor precoce, publicou o seu primeiro livro de poesia antes dos vinte anos, Vida e Canções (1894). Entre as suas obras mais famosas contam-se As Elegias de Duíno (1923), Cartas a um Jovem Poeta (1929, obra póstuma) e o seu único romance, de teor autobiográfico, As Anotações de Malte Laurids Brigge (1910). Rilke destacou-se como um dos autores mais relevantes de língua alemã, tanto na poesia como na prosa lírica. Faleceu em Valmont, na Suíça, vítima de leucemia, em 1926.
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