"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Notícias

Padrão dos Descobrimentos proposto para classificação como Monumento de Interesse Público

Situado à beira Tejo, o Padrão foi desenhado pelo arquiteto Cottinelli Telmo e pelo escultor Leopoldo de Almeida para ser mostrado na Exposição do Mundo Português, que se realizou em 1940.

© Tiago Petinga/Lusa

O Padrão dos Descobrimentos e a calçada envolvente, que inclui a Rosa dos Ventos, em Lisboa, foi proposto para classificação como Monumento de Interesse Público, segundo um anúncio publicado dia 4 de dezembro, em Diário da República.

O processo de classificação foi aberto pela então Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) em junho de 2023 e recebeu, em dezembro do ano passado, parecer positivo da Secção Especializada Permanente do Património Arquitetónico, Arqueológico e Imaterial do Conselho Nacional de Cultura, com a concordância – já em outubro deste ano - do presidente do agora instituto público Património Cultural.

Segundo a Lei de Bases do Património Cultural, “o procedimento de classificação deve ser concluído no prazo máximo de um ano”.

De acordo com o anúncio publicado esta quinta-feira, e datado de 20 de novembro, o Património Cultural propõe ao secretário de Estado da Cultura “a classificação como monumento de interesse público (MIP) do Padrão dos Descobrimentos e calçada envolvente que inclui a Rosa-dos-Ventos, na Avenida Brasília, Lisboa, freguesia de Belém, concelho e distrito de Lisboa”.

Em 2021, uma estudante francesa escreveu, em graffitiBlindly sailing for monney [sic], humanity is drowning in a scarllet [sic] sea lia [sic]”, o que, numa tradução livre, podia ser lido em português como “Velejando cegamente por dinheiro, a humanidade afunda-se num mar escarlate”.

Em junho de 2023, o Padrão dos Descobrimentos voltou a ser vandalizado, com pichagens “de dimensão reduzida [que] não provocaram danos”, como disse fonte oficial da empresa municipal EGEAC.

Em fevereiro de 2021, o Fórum Cidadania LX apresentou um requerimento para a classificação do Padrão dos Descobrimentos, o que só veio a ter sequência em junho do ano seguinte quando o Departamento dos Bens Culturais da DGPC propôs a classificação do edifício, a par da calçada envolvente.

De acordo com a DGPC, a proposta mereceu a concordância da Secção do Património Arquitetónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura, o que levou o diretor-geral do Património Cultural a determinar, por despacho, a abertura do procedimento.

O Padrão dos Descobrimentos estava já incluído na Zona Especial de Proteção (ZEP) do Mosteiro dos Jerónimos e na ZEP do Museu de Arte Popular.

Situado à beira Tejo, o Padrão dos Descobrimentos foi desenhado pelo arquiteto Cottinelli Telmo e pelo escultor Leopoldo de Almeida para ser mostrado na Exposição do Mundo Português, que se realizou em 1940, no Estado Novo, tendo por objetivo ser “uma construção efémera” e não permanente, pelo que foi demolido em 1943.

“A ideia de reconstruir o padrão esteve presente desde que se inicia a desmontagem dos edifícios da Exposição e se planeia o novo arranjo urbanístico da zona, ideia bem acolhida pelo ministro [das Obras Públicas] Duarte Pacheco e que conta com a resistência de Cottinelli Telmo; o projeto vem a ser esquecido após a morte do ministro [em 1943]”, podia ler-se na entrada sobre o Padrão na página da DGPC.

Em 1960, por ocasião da comemoração dos 500 anos da morte do Infante D. Henrique, o Padrão dos Descobrimentos foi reconstruído em betão e cantaria de pedra rosal de Leiria, e as esculturas em cantaria de calcário de Sintra.


por Lusa e Diário de Notícias | 4 de dezembro 2025
Notícia no âmbito da parceria Centro Nacional de Cultura | Jornal Diário de Notícias
Agenda
Ver mais eventos

Passatempos

Passatempo

Ganhe convites para o filme "Sirât"

Em parceria com o CENDREV - Centro Dramático de Évora, oferecemos convites duplos para assistir ao filme "Sirât", de Oliver Laxe, integrada no ciclo Take 1, com curadoria da Nitrato Filmes, no próximo dia 19 de junho, às 19h00, no Teatro Garcia de Resende, em Évora.

Visitas
127,594,399