Roteiros
Tapada Nacional de Mafra reabre ao público e terá visitas com guia obrigatório
Obrigada ao encerramento no início do mês por causa do mau tempo, a tapada reabre para visitas neste sábado. Em março, já haverá percurso pedestre acessível, mas sempre guiado.
A Tapada Nacional de Mafra encerrou, devido ao mau tempo e por precaução, no início do mês. Agora, já é possível voltar a visitar a tapada: reabriu no sábado, 21 de fevereiro. Mas, avisa a gestora, "retomando as visitas com um modelo reforçado que prevê acompanhamento obrigatório por guia em todas as experiências".
A reabertura, sublinha-se em comunicado, "assenta numa abordagem tecnicamente fundamentada e orientada para a segurança dos visitantes", entre a "qualidade da experiência e a preservação deste património natural e histórico".
Segundo a cooperativa que gere a tapada, "a observação de fauna mantém-se com normalidade". O mau tempo, porém, deixou marcas: "Os visitantes poderão constatar alterações naturais na paisagem, nomeadamente queda de árvores e movimentação de solo".
"Houve impacto derivado dos vários episódios meteorológicos recentes", adiantou, entretanto, a cooperativa à Fugas. Além da "queda de árvores, nomeadamente o castanheiro-da-índia que demos nota após a passagem da depressão Kristin, bem como bastantes outros exemplares", acrescenta-se, salientando "alguns danos na rede viária interna decorrentes de deslizamentos em massa de solo". Quanto ao balanço final do mau tempo, a "avaliação dos danos incorridos ainda está a decorrer, razão pela qual o acesso a um conjunto de áreas se encontra condicionado".
Uma das grandes perdas devido às tempestades foi precisamente a do referido castanheiro-da-Índia, "com idade estimada entre 120 e 150 anos, mandado plantar pelo Rei D. Fernando II e com estatuto de árvore de Interesse Público desde 2000", informavam depois da intempérie. "O icónico castanheiro e a olaia, plantada na mesma altura, davam um enquadramento especial ao Celebredo e à entrada do nosso alojamento" - além de o castanheiro marcar o serviço de loiça da rainha D. Amélia.
"A base do tronco foi deixada tal como o vento a cortou e, dada a espécie, estamos a torcer para que rebente em toiça", explicava-se no Facebook da tapada. E também há "algumas partes do castanheiro que vão servir de estacas, criando raízes", "preservando a sua memória e ADN".
Voltar à Tapada
Na sua floresta autóctone com 833 hectares, para já há diversas experiências possíveis. "Conhecer a Tapada" é uma iniciativa que decorre em carro elétrico (fins-de-semana às 11h15 e 15h; dias úteis às 15h), integrando agora "uma componente pedestre de aproximadamente 1200 metros (ida e volta) para acesso à viatura".
Já a experiência de percurso pedestre terá de aguardar: recomeça a 2 de março e será "exclusivamente guiada" (5€ por participante, mínimo três pessoas). "A experiência não é aconselhada a pessoas com mobilidade reduzida ou dificuldade em percorrer terrenos sinuosos", informa-se. Cuidados e calçado adequado são as recomendações.
Em contagem decrescente para a Primavera, assinalam-se já dois dias especiais: a 7 de março, o percurso interpretativo “Plantas mágicas e animais escondidos” (é o Dia Mundial da Vida Selvagem - 10 euros para adulto, 7,5 para criança); a 8 de março, o “Passeio de Forest Mind” (a marcar o Dia Internacional da Mulher, mas repete a 24 de maio - 22,50 euros).
Reservas e bilhetes no site oficial da Tapada.
por Luís J. Santos in Público | 20 de fevereiro de 2026
Notícia no âmbito da parceria Centro Nacional de Cultura | Jornal Público

