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Ganhe convites para a antestreia do filme MAIS FORTE QUE EU (I SWEAR)

Uma história tão comovente quanto irreverente, que acompanha a vida de John Davidson, um jovem cuja determinação desafia o estigma e redefine o significado de resiliência.

ANTESTREIAS :: 13 de maio (4ª feira), às 21h30
em Lisboa (Cinema UCI El Corte Inglés) e Gaia (Cinema Uci Arrábida Shopping)

MAIS FORTE QUE EU (I SWEAR) é a inspiradora e extraordinária história de vida de um notável ativista da Síndrome de Tourette, John Davidson, distinguido com a condecoração MBE. O filme de Kirk Jones, emocionalmente envolvente, divertido e cativante, acompanha o diagnóstico de Tourette de John Davidson aos 14 anos. Passada na Grã-Bretanha dos anos 80, a história acompanha-o ao longo da sua adolescência turbulenta e do início da vida adulta, explorando esta condição pouco conhecida e frequentemente mal compreendida, bem como as suas tentativas de viver uma vida “normal” contra todas as probabilidades. 

Declaração do Realizador

A história de vida de John é tão humorística quanto trágica. Vive com Tourette desde os 14 anos; antes disso, era um jovem com amigos, boas notas na escola e talento para o desporto. O aparecimento da condição mudou a sua vida. Os primeiros sinais - pestanejar - evoluíram para espasmos e movimentos bruscos, até ao dia em que gritou incontrolavelmente à mãe: “Chupa-me o caralho”. Desde então, a sua vida foi moldada pela Tourette, uma condição que outrora era chamada de “loucura selvagem”. Foi incompreendido pela escola, fechado num armário, rotulado de louco e informado de que acabaria num hospital psiquiátrico ou na prisão. Foi detido pela polícia, que interpretava os seus palavrões como sinais de agressividade. Um tique verbal dirigido a uma mulher levou a que fosse agredido com uma barra de ferro.

Determinado a não ser definido nem derrubado pela condição, John começou a ajudar outras pessoas, criando um grupo de apoio e organizando encontros para quem vive com Tourette. Quando foi finalmente reconhecido pelo seu trabalho solidário, recebeu a condecoração MBE das mãos da Rainha Elizabeth II — apenas para gritar: “Que se f*da a Rainha!”.

Escolhemos um elenco de atores excecionais, mas também contactámos a comunidade de pessoas com Síndrome de Tourette em todo o país e, com o apoio de um Coordenador de Acessibilidade, trouxemo-los à Escócia para criar cenas únicas e o mais realistas possível. Procurando honrar esta comunidade da melhor forma, assumimos o compromisso de a envolver diretamente e a representar com respeito, recorrendo ao mínimo possível de atores.

Esperamos que o filme seja visto como uma obra envolvente, emocionalmente impactante e, por vezes, humorística, ao mesmo tempo que possa contribuir para aumentar a consciencialização — não apenas para quem vive com Tourette, mas para todos aqueles que são julgados ou desvalorizados devido a uma condição ou deficiência. Um filme em que o protagonista profere linguagem racista, homofóbica, misógina e sexista tem hoje mais potencial do que nunca para provocar indignação e desconforto. No entanto, quando esse comportamento resulta de impulsos neurológicos incontroláveis, quando estamos perante um diagnóstico clínico, quando essa pessoa precisa de apoio e compreensão em vez de crítica ou ataque, então há lugar para um filme que conte a sua história e promova a empatia.

- KIRK JONES

 

 ESTREIA NOS CINEMAS DIA 14 DE MAIO DE 2026



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