"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

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"Junto à Grand Central Station Sentei-me e Chorei"

Inspirado no intenso caso amoroso da autora com o poeta George Barker, tornou-se um verdadeiro livro de culto pela forma como narra, com uma linguagem prodigiosa, repleta de imagens tão originais quanto poderosas, a história de uma paixão proibida.

Um dia, enquanto folheava os livros numa livraria de Londres, Elizabeth Smart deparou-se com um pequeno volume de poesia de George Barker – e, apenas através da palavra escrita, apaixonou-se perdidamente pelo poeta. Após três anos de demanda do seu amado, Lawrence Durrell dá-lhe o endereço de Barker. Assim começa a lenda do caso amoroso Elizabeth-George que está na base da escrita deste livro – uma das histórias de amor mais extraordinárias, intensas e trágicas do nosso tempo. Elizabeth e Barker tiveram quatro filhos, no entanto, ele permaneceu legalmente casado com a sua mulher, mas isto torna-se irrelevante perante a genialidade com que tão vulgar episódio da vida é contado.

Partindo da sua experiência pessoal, Smart transforma-a em arte, exibindo na sua escrita uma forte intenção estética e um elaborado trabalho de linguagem. A sua prosa poética faz com que este livro notável, publicado originalmente em 1945, seja hoje amplamente reconhecido como um clássico da literatura que mantém toda a sua pungência, beleza e poder.

«A linguagem de Smart é a sua própria linguagem... uma escritora de excelência, com uma voz e uma visão únicas.»
Joyce Carol Oates

«Uma revelação… esta obra curta e poderosa teve uma profunda influência em mim e foi um dos fatores que me levou a querer ser escritora.»
Beryl Bainbridge

«A emoção, a verdadeira e profunda aflição conseguem comover o leitor.»
London Review of Books


Elizabeth Smart
(1913-1986) nasceu numa das famílias mais conhecidas de Otava, no Canadá.
Vivia em Londres, onde estudava piano, teatro e pintura, quando, num dia de 1937, entrou numa livraria, encontrou um livro de poemas de George Barker e decidiu que aquele era o homem da sua vida.
Demorou três anos a conhecer o poeta, que já era casado, e com ele viria a ter quatro filhos.
Elizabeth Smart sustentou-se a si própria e às crianças, sem qualquer ajuda de Barker, com trabalhos de jornalismo e publicidade.
Em 1963, tornou-se editora da revista Queen, e três anos mais tarde acabaria por abandonar tudo para viver tranquilamente numa zona remota de Suffolk.
Só ao fim de 32 anos regressa ao mundo dos livros, lançando um volume de poemas, A Bonus (1977), e o seu segundo romance, The Assumption of the Rogues and Rascals (1978).
Publicou ainda alguns trabalhos de poesia, mas os seus restantes escritos só viriam a lume postumamente. 

Literatura Traduzida
136 páginas
14,40 Euros
ISBN: 978-972-20-8918-0
1.ª Edição: Julho 2026
Dom Quixote | Leya

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