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Electra 33 - Do divã ao poder
Novo número da ELECTRA questiona a "psicocracia" que governa o mundo e todas as esferas da vida.
A 33ª edição da ELECTRA lança reflexão sobre o que significa viver numa época em que tudo parece exigir interpretação psicológica?
Vivemos numa época em que o discurso psicológico contaminou todo o espaço público e penetrou nas escolas, nas empresas, na publicidade e na própria política, crescentemente capturada por medos irracionais. É esta "psicocracia" pervasiva que a revista ELECTRA investiga no seu novo número, dedicado ao tema "Psique".
Na 33ª edição, a revista de pensamento e cultura contemporânea da Fundação EDP propõe uma reflexão profunda sobre a crescente psicologização da vida individual e coletiva. Das relações sociais à politica, da cultura ao trabalho, da construção da identidade à economia da atenção, o dossier reúne contributos de Avital Ronell (com um provocador ensaio intitulado “O americano como sintoma”), Ole Jacob Madsen, Sinziana Ravini, Fabrice Bourlez, Jan de Vos e Pedro Varandas, que analisam a forma como a expansão da cultura terapêutica, da sociologia das emoções e da construção digital do sujeito redefine as fronteiras entre o íntimo e o político.
Entre a mercantilização da subjetividade, as novas figuras da autoridade e os dispositivos contemporâneos de normalização, este número converge numa ideia central: pensar a psique é hoje pensar as condições culturais, sociais e económicas que moldam a experiência contemporânea.
Na secção "Primeira Pessoa", Benjamin H. D. Buchloh, um dos mais respeitados críticos de arte das últimas décadas, conversa com Afonso Dias Ramos sobre os desafios da crítica de arte na atualidade, refletindo sobre a crescente separação entre prática crítica e produção artística, bem como sobre as transformações que marcam o sistema artístico contemporâneo.
O portfólio desta edição é dedicado à artista belga Anne-Mie Van Kerckhoven, cuja obra explora, há várias décadas, as relações entre erotismo e tecnologia. Para as páginas da Electra, reúne-se um conjunto representativo do seu trabalho, revelando uma investigação singular sobre a construção da subjetividade feminina e sobre as formas como a tecnologia redefine a experiência humana.
O número inclui ainda um ensaio do jornalista Andrea Prada Bianchi sobre a improvável amizade entre Benito Mussolini e Pietro Nenni, figuras colocadas em campos opostos da história italiana do século XX; um diário inédito da escritora Marie Darrieussecq, atravessado pela memória, pela inquietação política e pela condição de escritora e de mulher; um retrato de Alberto Savinio, assinado pelo crítico Andrea Cortellessa; uma reflexão de Christian Salmon a partir de um aforismo de Friedrich Nietzsche; um ensaio de Michel Lussault sobre a urbanização do planeta e a vulnerabilidade dos nossos habitats; e um texto do astrofísico e jornalista Sergio C. Fanjul dedicado à palavra "Distopia".
A capa é da artista Anne-Mie Van Kerckhoven.
Sobre a ELECTRA
A Electra é uma revista de pensamento e cultura contemporânea, publicada pela Fundação EDP. Com duas edições, em português e em inglês, tem periodicidade trimestral. Pode ainda ser acompanhada no Instagram, em @electra.magazine, e no website electramagazine.com.
Sobre a Fundação EDP
A Fundação EDP é uma instituição privada com estatuto de utilidade pública, sem fins lucrativos, criada pela EDP, S.A.
Enquanto Fundação de uma empresa cosmopolita e socialmente responsável, assume como missão contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, através de iniciativas sociais, culturais e científicas, que promovam a coesão social, o desenvolvimento sustentável e a transição energética justa.

