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Jovem Orquestra Portuguesa em três palcos nacionais antes de se apresentar em Berlim

A obra “Saudades, Só Portugueses”, de César Rafael, é interpretada pela primeira vez no próximo dia 31, antecipando a estreia internacional em Berlim, em 7 de agosto, no âmbito da digressão da Jovem Orquestra Portuguesa (JOP), sob a direção do maestro Pedro Carneiro.

© Facebook da Jovem Orquestra Portuguesa

A JOP inicia a digressão por quatro palcos, no próximo dia 31, às 21h00, no Teatro Capitólio, em Lisboa, com um concerto cuja receita de bilheteira reverte para a Fundação-Lar de Cegos Nossa Senhora da Saúde, na capital.

Os programas a apresentar em digressão incluem, além da peça de César Rafael, a Sinfonia n.º 6, "Patética", de Tchaikovsky, entre obras de outros compositores.

No dia 1 de agosto, a JOP sobe ao palco do Cineteatro São João, em Palmela, no distrito de Setúbal, apresentando um programa que, além de “Saudades, só portugueses” e da “Patética”, de Tchaikovsky, inclui “Concerto pour 7 instruments à vent...”, de Frank Martin, com solistas da orquestra.

No dia seguinte, a JOP toca no Salão Paroquial de Nova Oeiras, nos arredores de Lisboa, com um programa que reúne a abertura “Le Corsaire”, de Hector Berlioz, a peça de César Rafael e a sinfonia de Tchaikovsky.

A JOP, pela sexta vez, apresenta-se no Festival Young Euro Classic, no dia 7 de agosto, apresentando na Konzerthaus, em Berlim, um programa composto  por “Le Corsaire”, “Les Troyens: Scène et air de Didon ‘Ah, je vais mourir... Adieu fière cité’", do derradeiro ato da ópera de Berlioz, e as canções “Sur les lagunes” e “Les nuits d’été”, também do compositor francês.

O programa a apresentar na capital alemã inclui a estreia internacional de "Saudades, só portugueses”, de César Rafael, e a Sinfonia Nº. 6 em Si menor, de Tchaikovsky.  O maestro Pedro Carneiro dirige a JOP, sendo solista a meio-soprano Cláudia Ribas.

Inspirado na saudade, este programa cruza Berlioz, Fernando Pessoa e César Rafael, com Tchaikovsky, numa reflexão sobre a memória, a ausência e a identidade portuguesa.

César Rafael, 25 anos, é compositor residente este ano da JOP. Iniciou os estudos musicais no Conservatório Regional de Música de Vila Real, em trompete. Prosseguiu-os na Escola Profissional de Arte de Mirandela, onde se iniciou no estudo de Composição.

Em 2020, matriculou-se na Licenciatura em Música (composição) da Universidade de Évora, onde estudou com, entre outros, Christopher Bochmann, Hugo Ribeiro e Pedro Amaral, e realizou o Mestrado em Ensino de Música, que terminou em 2025.

Paralelamente, participou em 'masterclasses' e 'workshops' com Luís Naon, Michal Rataj e Cláudio de Pina, e frequentou aulas abertas com Sara Carvalho e Evgueni Zoudilkine, na Universidade de Aveiro. Participou ainda na primeira edição de “Canto das Sementes”, do Projeto Performance Electroacústica Comunitária, orientado por Dimitris Andrikopoulos.

Em 2023, César Rafael recebeu o Prémio de Composição SPA/Antena 2 (2023) com “Auto Retrato”, peça estreada pela Orquestra Gulbenkian no encerramento do Festival Jovens Músicos desse ano. Mais recentemente, venceu o Concurso para Jovem Compositor da JOP/Temporada 2025/2026.


Fonte: LUSA  | 23 de julho de 2026

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