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Lee Ufan, Anri Sala e Miguel Gomes em destaque na programação do Museu de Serralves

Os artistas Lee Ufan e Miguel Gomes fazem parte da 'rentrée' expositiva do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, a partir de outubro, numa programação que também inclui a primeira grande mostra de Anri Sala em Portugal.

© José Coelho/Lusa

Serralves apresentará artistas de diferentes gerações e geografias, com trabalhos que cruzam pintura, escultura, instalação, em práticas que exploram as relações entre matéria, espaço, som, imagem, arquitetura e paisagem, segundo informação disponível no sítio online do museu. 

A nova temporada de exposições, que abrange diferentes momentos dos percursos artísticos, abre em outubro com uma grande mostra do artista Lee Ufan, na Casa e no Parque, e uma mostra de Anri Sala, a partir de novembro, no Museu, além de uma exposição dedicada ao cineasta português Miguel Gomes, na Casa do Cinema Manoel de Oliveira.

A exposição de Lee Ufan, artista sul-coreano nascido em 1936, figura central do movimento vanguardista japonês Mono-ha, estará patente até março de 2027, apresentando obras que exploram as relações entre matéria, espaço, natureza e perceção, descreve o museu de arte contemporânea do Porto.

Esta grande exposição de Lee Ufan ocupará simultaneamente a Casa e o Parque de Serralves, incluindo três esculturas ao ar livre, seis pinturas, uma delas concebida especificamente para o local, e três esculturas instaladas no interior da Casa.

A apresentação reúne trabalhos realizados ao longo de cerca de seis décadas de atividade, evidenciando a investigação de Ufan sobre o diálogo entre materiais naturais e industriais, nomeadamente pedra, aço e vidro, e sobre as relações entre interior e exterior, objeto e paisagem.

Em novembro, a programação de Serralves prossegue com o artista franco-albanês Anri Sala, que ocupará a Ala Esquerda do Museu, incluindo a Galeria Central, numa exposição que permanecerá patente até maio de 2027.

Conhecido pela articulação entre imagem, som e espaço arquitetónico, o artista, nascido em Tirana, em 1974, apresentará uma intervenção concebida especificamente para Serralves, reunindo obras de diferentes momentos do seu percurso e criações mais recentes, entre as quais uma série de frescos associada à sua mudança para Nápoles, em Itália.

A exposição propõe um percurso não linear, em que vídeo, instalação, escultura e intervenções sonoras estabelecem relações entre música, tempo e arquitetura, convidando o visitante a uma experiência marcada pela articulação entre som e imagem.

Serralves sublinha que esta será a primeira grande exposição de Anri Sala em Portugal, num contexto particularmente próximo da prática do artista, pela relação entre arte, arquitetura e natureza.

Na Casa do Cinema Manoel de Oliveira, a programação de Serralves inclui ainda uma exposição dedicada ao cineasta Miguel Gomes, galardoado com a Palma de Ouro para Melhor Realizador no Festival de Cannes em 2024, prevista para o período entre outubro de 2026 e março de 2027.

Após a estreia da curta-metragem "Entretanto" (1999), premiada nos festivais de Oberhausen e de Vila do Conde, a filmografia do realizador cresceu para seis longas-metragens — "A Cara Que Mereces" (2004), "Aquele Querido Mês de Agosto" (2008), "Tabu" (2012), "As Mil e Uma Noites" (em três partes; 2015), "Diários de Otsoga" (2021) e "Grand Tour" (2024).

Também assinou diversas curtas-metragens, apresentadas e premiadas em festivais internacionais de São Paulo, Las Palmas, Guadalajara (2008), Berlim e Las Palmas (2012), Buenos Aires (2014), Sevilha e Sydney (2015).

A exposição, concebida em colaboração com o autor, terá curadoria de António Preto e Jean-Pierre Rehm, e será acompanhada por uma retrospetiva integral e uma 'carta-branca', bem como pela edição de um catálogo, adianta o Museu de Serralves.


Fonte: LUSA  | 11 de agosto de 2026

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