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Museu de Arte Nova de Aveiro no Concurso Nacional Novas Sete Maravilhas de Portugal 2026

Vote até 15 de agosto no Museu de Arte Nova de Aveiro, no Concurso Nacional Novas Sete Maravilhas de Portugal 2026, com votação pública através do n.º de telefone: 761 207 035. Um telefonema para este número é igual a um voto. Custo da chamada: 1 euro, com IVA 1,23 euros.

A Final Regional da Região Centro, marcada para o próximo sábado, 15 de agosto, contará novamente com a presença deste ex-líbris da arquitetura e da cultura do seu tempo, que está a um passo de vencer o concurso.

O MUSEU DE ARTE NOVA DE AVEIRO
DA AUTORIA DE FRANCISCO AUGUSTO DA SILVA ROCHA
UMA OBRA PRIMA UNIVERSAL
por Maria João Fernandes *

O Museu de Arte Nova de Aveiro, antiga casa de Mário Pessoa, de autoria comprovada de Francisco Augusto da Silva Rocha (1864-1957) é uma obra-prima da arquitetura Arte Nova portuguesa, já classificada como património de interesse público, que resistiu ao tempo e à indiferença que há 30 anos ameaçava o incomparável património deste estilo na cidade de Aveiro, o seu centro histórico na sua maioria do risco deste notável arquiteto artista, expoente da cultura e da arquitetura do seu tempo. Aveiro, cidade já então considerada por José-Augusto França, “Capital da Arte Nova Portuguesa”, afirma-se hoje como uma das 10 capitais europeias da Arte Nova, entre Praga, Bruxelas e Nancy.

No conjunto deste património já celebrado internacionalmente, destaca como seu ex-libris e incontestável ícone, esta obra-prima portuguesa, europeia e universal. O génio de Silva Rocha plenamente reconhecido pela elite do seu tempo atingiu todo o seu fulgor no edifício do Museu de Arte Nova do Rossio de Aveiro que há muito conquistou no plano nacional e internacional o estatuto de maravilha de Portugal. Obra prima de um estilo considerado por Jean-Paul Bouillon, reconhecido historiador de arte francês um dos momentos mais perfeitos e conseguidos da história da arte ocidental.

Edifício que representa o modelo barroco da obra de Silva Rocha, vertente emblemática deste estilo como documenta em obra de referência Paolo Portughesi que neste caso e no seu conjunto envolve igualmente uma vertente clássica, pautada pelo equilíbrio, o sentido da proporção e a harmonia, conjunção essa que identifica a visão total que se encontra apenas nas criações de génio, citando famoso ensaio de Gustav René Hocke (Labyrinthe de l'Art Fantastique).

Uma gramática de formas e de ritmos que sintetizam as grandes vertentes fundadoras da História da Arte, clássica e barroca e uma gramática de símbolos, na profusão e fascínio dos elementos decorativos que a compõem, em pedra, serralharia artística e azulejo e representam um conhecimento alquímico e esotérico, característico da Arte Nova e da obra de Silva Rocha, unindo o humano, o cósmico e o divino, a realidade e o arquétipo, numa mesma visão de totalidade envolvendo o homem e da natureza.

É o momento de celebrar com justiça não apenas uma obra há muito detentora do estatuto de maravilha de Portugal, o imortal padrão de beleza que representa, mas um autor que colocou Aveiro na rota das capitais europeias da Arte Nova, um estilo de expressão europeia e mundial, em que se salientou de modo absoluto no nosso País, como Gaudí no contexto do modernismo catalão.  Consagrando ao mesmo tempo a sua mais genial criação, uma incontestável obra-prima da arquitetura e da cultura nacionais e da história da arte europeia. Trata-se agora de a levar ao conhecimento e ao deleite de todos os amantes da arte e da cultura.

*Crítica de Arte, AICA (Associação Internacional de Críticos de Arte), Poeta.

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