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Galeria Julio assinala 43 anos da morte do pintor e poeta Julio/Saul Dias

A exposição “Julio e o Modernismo em Portugal”, patente na Galeria Julio, em Vila do Conde, entra na reta final com um programa especial no dia 17 de janeiro, data em que se assinalam 43 anos da morte de Julio / Saúl Dias.

17 Jan 2026  |  11h30

Galeria Julio | Centro de Estudos Julio – Saúl Dias
Rua 5 de Outubro, 4480-649 Vila do Conde
Preço
Entrada livre
A sessão coincide com o Dia do Aniversário da Arte, proclamado em 1963 pelo artista francês Robert Filliou, quando celebrou simbolicamente o 1 000 000.º aniversário da arte. Em Portugal, esta efeméride foi assinalada pela primeira vez em 1974, pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, poucos dias antes do 25 de Abril, no que ficou conhecido como o 1 000 011.º aniversário da arte.

O momento contará, às 11h30, com uma visita orientada pelo Prof. Doutor Bernardo Pinto de Almeida, diretor artístico e curador da Galeria Julio, que conduzirá o público num derradeiro percurso por uma das mais ambiciosas revisões críticas do Modernismo português realizadas nos últimos anos.

A exposição reúne cerca de 150 obras de mais de duas dezenas de artistas, provenientes de dezasseis coleções públicas e particulares, colocando Julio em diálogo com nomes como Amadeo de Souza-Cardoso, Almada Negreiros, Aurélia de Souza, Mário Eloy, Sarah Afonso, Vieira da Silva, Nadir Afonso, Cruzeiro Seixas e Mário Cesariny. Entre elas, encontra-se “Avant la Corrida”, de Amadeo de Souza-Cardoso, apresentada em 1913 no histórico Armory Show, em Nova Iorque — exposição que marcou a afirmação da arte moderna nos Estados Unidos. O público poderá ainda ver uma obra inédita de Julio, realizada aos 16 anos, e “O Fumador”, pintura emblemática que integrou a coleção do cineasta Manoel de Oliveira, testemunhando o impacto da obra do artista na cultura portuguesa do século XX.

“Julio e o Modernismo em Portugal” propõe uma releitura crítica da história, recusando visões periféricas e destacando a relevância de Julio no panorama modernista. Conforme afirma Bernardo Pinto de Almeida, trata-se de “rever o lugar relativo de Julio no seu tempo, colocando-o em diálogo com contemporâneos, antecedentes e sucessores, na esperança de construir uma narrativa mais justa e mais verdadeira”.

A visita orientada de 17 de janeiro constitui assim uma oportunidade única para revisitar o legado do artista e as chaves de leitura da exposição, num momento de forte simbolismo para a sua memória. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia através do telefone 252 248 468 ou do email centro.memoria@cm-viladoconde.pt.

A mostra pode ser visitada até 25 de janeiro de 2026, de terça a domingo, das 10h00 às 18h00 (último acesso às 17h15), encerrando aos sábados e domingos entre as 13h00 e 14h30. O bilhete tem o custo de 2 euros, sendo gratuita a entrada nas manhãs de domingo.

Criada em 2015 pela Câmara Municipal de Vila do Conde, na sequência do legado instituído por José Alberto Reis Pereira, filho do artista, a Galeria Julio integra a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea e afirma-se como um espaço de encontro entre memória e contemporaneidade.
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