Exposições
Café Santa Cruz de Coimbra, celebra o Dia Nacional do Café Histórico com a inauguração de uma exposição de quadros d’A Brasileira do Chiado
As obras resultam do “Prémio de Pintura A Brasileira do Chiado”, lançado em 2024, no âmbito das comemorações do centenário da primeira exposição modernista realizada naquele café, em 1925.
14 Abr 2026 | 15h00
8 Mai 2026 | 11h00
Os 10 artistas vencedores tiveram as suas obras expostas n’A Brasileira desde janeiro de 2025, substituindo temporariamente o conjunto instalado em 1971, entretanto sujeito a restauro e de regresso às paredes d’A Brasileira.
A exposição em Coimbra decorrerá no antigo altar-mor da Igreja de S. João de Santa Cruz, hoje espaço cultural do café, e será apresentada em dois momentos: a 14 de abril, Dia Nacional do Café Histórico, e a 8 de maio, data que assinala o 103.º aniversário do Café Santa Cruz.
A inauguração de 14 de abril contará com um programa cultural: uma mesa redonda com alguns dos artistas vencedores e outro com representantes de Cafés Históricos portugueses, incluindo A Brasileira do Chiado, o Café Santa Cruz, o Café Majestic e a Pastelaria Gomes, todos cafés históricos. Será ainda apresentado um catálogo dedicado ao projeto, reunindo textos, imagens e contributos dos vários intervenientes. Com esta iniciativa, o Café Santa Cruz convida o público a participar num momento que celebra e projeta o património cultural dos cafés históricos em Portugal.
Mais do que uma exposição, esta iniciativa reforça o papel dos Cafés Históricos como espaços de memória, encontro e identidade cultural, onde diferentes gerações continuam a cruzar-se. Atualmente, 23 Cafés Históricos portugueses integram a Historic Cafés Route, uma rota cultural europeia certificada pelo Conselho da Europa, de que fazem parte quer o Café Santa Cruz, quer A Brasileira do Chiado.
Ao longo dos anos, Cafés Históricos como A Brasileira do Chiado (1905), em Lisboa, o Café de Santa Cruz (1923), em Coimbra, o Café Vianna (1858), em Braga, o Majestic (1921), no Porto, o Café Bar S. Gonçalo (1937), em Amarante, o Peter Café Sport (1918), nos Açores ou a Pastelaria Gomes (1925), em Vila Real, atravessaram épocas e resistiram aos muitos períodos conturbados da nossa história como a implantação da República, as duas Guerras Mundiais, o Estado Novo, a revolução de 1974, as convulsões económicas e sociais que se seguiram e mais recentemente a pandemia causada pela Covid 19 e pela guerra na Ucrânia.
Muitos deles foram frequentados por grandes ilustres das artes: de Fernando Pessoa a Almada Negreiros n’A Brasileira, Bissaya Barreto no Café de Santa Cruz, Teixeira de Pascoaes no Café S. Gonçalo, Eça de Queiroz e Camilo Castelo Branco no Café Vianna ou J.K. Rowling no Majestic. Em todos eles, o tempo passa por si mesmo, como se não passasse, guardando nas paredes, nos lustres e no mobiliário as histórias de outras vidas.
+ Info: www.cafesantacruz.com

