"É de Cultura como instrumento para a felicidade, como arma para o civismo, como via para o entendimento dos povos que vos quero falar"

Teatro

"O Príncipe de Spandau" de Hélder Mateus da Costa

Este é, talvez, o momento histórico mais importante para celebrar o 25 de Abril. Meio século se passou sobre "Esse dia inicial inteiro e limpo/ Onde imergimos da noite e do silêncio". Nestes tempos onde se tentam alterar memórias, atenuar atrocidades, normalizar ódios e despotismos com objetivos exclusivos de poder, é importante lembrar é importante não esquecer.

25 Abr 2026  |  21h30

Teatro Cinearte
Largo de Santos, 2
O "O Príncipe de Spandau" é uma ficção sobre a vida de Rodolf Hess (vice Führer de Hitler) desde o seu julgamento em Nuremberga até à sua morte/suicídio.

É um espetáculo sobre a memória do ponto de vista de quem a quer manipular sem escrúpulos.

66: Recorda sempre: uma mentira muitas vezes repetida - atenção, bem repetida! - transforma-se numa verdade!

Sinopse
O Príncipe de Spandau é uma ficção provocatória e absurda sobre a vida de Rudolf Hess na sua cela em Spandau desde o julgamento de Nuremberga até à sua morte/suicídio.

Isolado na sua loucura, ele imagina que a sua prisão se transforma no Quartel-General de Spandau de onde ele, como representante de Hitler, dirige a política mundial enviando telegramas para ditadores, chefes militares e polícias de todo o mundo.

Ele é um príncipe encantado com visões apocalípticas sobre o regresso do Führer e a sua vitória definitiva. E quando vê o seu fim aproximar-se, vê a sua morte como o prenúncio de uma nova era em que o nazismo renascerá das cinzas.

O texto foi escrito em 1987 nos dias que se seguiram à morte de Rudolf Hess. Revelou-se premonitório em muitos aspectos e surge como um aviso contra as tendências racistas, ódios contra emigrantes e refugiados, despotismo e extremismos políticos hoje, infelizmente, mais vivos que nunca.

Citarei um excerto da peça sobre a ascensão de Hitler ao poder: "Dizem que tudo esteve a nosso favor: a crise de 1929, as manobras dos magnates e da Bolsa, a corrupção dos governos. Esteve tanto a nosso favor, como a favor dos nossos inimigos. As mudanças no mundo não acontecem por milagre. As sociedades mudam porque há conflitos de interesse, porque há luta de classes. E nós é que ganhámos essa luta de classes."

Só quero que esta História - mesmo em farsa - não se repita.

Hélder Mateus da Costa

Ficha Artística
Texto: Hélder Mateus da Costa
Interpretação: Gil Filipe
Encenação: A Barraca
Coordenação Geral: Maria do Céu Guerra
Assistentes: Érica Galiza, Manuel Petiz, Maria Baltazar, Vasco Lello
Cenário e Figurinos: A Barraca
Costureira: Elza Ferreira
Desenho de Luz: Gil Filipe e Vasco Lello
Sonoplastia: A Barraca
Operação de Luz e Som: Maria Baltazar e Vasco Lello
Cartaz: Luís Henriques
Fotografias: Adrien Roseiro e Vasco Lello
Produção: Inês Costa, Rita Lello
Grafismo: Inês Costa
Agradecimentos: Vanda Carmo, Artemvários, Inês Forjaz

Informações Bilheteira
Tel. 213965360
Email: bilheteira@abarraca.pt

Preços
Bilhete Geral: 16 €
Bilhete com Desconto de Estudante | Profissional do Espectáculo | Menos 25 anos | Maior de 65 anos: 12 €
Bilhete para Estudantes de Artes Performativas: 6 € (mediante disponibilidade da sala)
Grupo (mais de 15 pessoas): 12 €
S. Sociais da RGR: Desconto 30%

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