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Quando as Areias Florescem: Ecossistemas Dunares da Costa Alentejana

O Festival Terras sem Sombra dedica a ação de salvaguarda da biodiversidade aos frágeis habitats dunares, de elevado valor ecológico, com flora adaptada a solos arenosos e espécies raras, algumas endémicas da costa alentejana. A sua conservação depende de uma gestão informada e de um equilíbrio entre uso e proteção do território.

3 Mai 2026  |  09h30

Ponto de encontro: Paços do concelho de Grândola
Rua Dr. José Pereira Barradas
Preço
Entrada livre
A atividade da manhã de domingo, 3 de maio (9h30), ruma às praias de Melides e Carvalhal, reproduzindo parte de uma etapa do itinerário botânico de Tournefort, célebre naturalista francês que visitou Portugal no final do século XVII. A ação de salvaguarda da biodiversidade, sob o tema «Quando as Areias Florescem: Ecossistemas Dunares da Costa Alentejana», conta com a orientação de João Farminhão, investigador da Universidade de Coimbra.

A costa alentejana, em particular o sistema dunar entre a Comporta e a Galé, integra um dos mais relevantes conjuntos de habitats litorais em Portugal. Impera aqui a chamada flora psamófila, formada por plantas adaptadas a solos arenosos, pobres em nutrientes, expostos ao vento e à salinidade, capazes de fixar as dunas e evitar a erosão. Estes habitats sustentam também uma fauna diversificada, incluindo uma rica comunidade de insetos, essencial à polinização.

São também sistemas frágeis, cujo equilíbrio ecológico se encontra ameaçado por espécies invasoras. A pressão humana, associada à urbanização e ao uso intensivo do litoral, tem vindo a acentuar processos de degradação ambiental. A investigação científica tem permitido mapear estas comunidades e compreender a sua vulnerabilidade, fornecendo bases para estratégias de conservação.
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