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CITAC apresenta «Reconstrução Social» no Jardim da Sereia
Integrada na programação do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, a peça «Reconstrução Social», apresentada pelo CITAC, propõe uma reflexão sobre corpo, comunidade e relações humanas através do teatro, do movimento e da dança.
26 Jun 2026 | 21h30
Inspirada na ideia de que «antes da linguagem, só havia os corpos e suas imagens», a peça desenvolve-se através da relação entre movimento, presença e interação física, explorando os modos como os corpos se atraem, repelem, unem e transformam no espaço e no tempo.
Ao longo da performance, o teatro, o movimento e a dança surgem como ferramentas de questionamento das práticas sociais e das formas de convivência coletiva. A proposta interroga a possibilidade de os corpos funcionarem como espaço de construção de comunidade, refletindo sobre fragilidade, sobrevivência, vínculo e interdependência.
Mais do que uma narrativa linear, «Reconstrução Social» afirma-se como uma experiência cénica construída a partir da relação entre corpos, imagens e gestos, onde o público é convidado a pensar o espaço coletivo enquanto lugar de encontro, tensão e transformação.
O CITAC — Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra — desenvolve há várias décadas trabalho nas áreas do teatro experimental e da criação contemporânea, promovendo práticas artísticas ligadas à investigação cénica, à formação e à experimentação coletiva.
Integrada numa programação que cruza criação artística, pensamento crítico e experiências participativas, esta iniciativa reforça o papel das artes performativas enquanto espaço de reflexão sobre comunidade, relação e coexistência.
A cidade de Coimbra volta a afirmar-se como um dos principais polos culturais do país com a realização do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, subordinado ao tema «Segurar, dar, receber ». A edição deste ano propõe uma reflexão sobre cuidado, partilha e interdependência, reunindo artistas e criadores em torno de práticas que exploram as relações humanas num contexto contemporâneo desafiante.
Com curadoria de Hans Ibelings, John Zeppetelli e Daniel Madeira, a Bienal estará patente até 5 de julho de 2026.
Organizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), pela Câmara Municipal de Coimbra e pela Universidade de Coimbra, a bienal continua a transformar espaços emblemáticos da cidade em locais de criação, pensamento e encontro entre arte e comunidade.

