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«Os trópicos têm poros»: exposição de Lilian Walker no Observatório Geofísico e Astronómico da UC

Integrada no Programa Convergente do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, a exposição «Os trópicos têm poros», de Lilian Walker, propõe uma reflexão sobre corpo, território e perceção sensorial através de um diálogo entre arte contemporânea e instrumentos científicos.

18 Abr a 12 Jul 2026

Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra
R. Observatório S/N, 3040-004 Coimbra
Preço
Entrada livre
Integrada na programação do Programa Convergente do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, a exposição «Os trópicos têm poros», da artista visual Lilian Walker, com curadoria de Cristiana Tejo, estará patente entre 18 de abril e 12 de julho de 2026, no Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra.

A exposição propõe um diálogo entre pele e paisagem, explorando relações entre corpo, território e perceção sensorial através da ocupação do Museu do Observatório. Reunindo obras em diferentes linguagens artísticas em contacto direto com aparelhos científicos, o projeto constrói um espaço de reflexão onde arte e ciência se cruzam na observação das relações entre micro e macrocosmos.

Ao longo da exposição, a pele surge como superfície porosa e relacional, funcionando como elemento de ligação entre visão e tato, interior e exterior, corpo e ambiente. A proposta questiona os limites entre sujeito e território, convocando uma experiência sensível onde os processos de observação e contacto assumem centralidade.

Mais do que uma exposição convencional, «Os trópicos têm poros» afirma-se como um dispositivo de relação entre materiais, escalas e formas de perceção, aproximando práticas artísticas contemporâneas de instrumentos científicos e contextos de investigação.

O projeto inclui ainda visitas guiadas, workshops e uma conversa interdisciplinar, aprofundando o diálogo entre arte, ciência e pensamento crítico em torno das questões levantadas pela exposição.

Lilian Walker desenvolve trabalho nas áreas da instalação, vídeo, fotografia e práticas experimentais, explorando temas ligados ao corpo, à paisagem e às relações entre natureza e cultura. A curadoria de Cristiana Tejo propõe um enquadramento que articula diferentes formas de conhecimento e perceção, potenciando novas leituras do espaço expositivo e do contexto científico onde a exposição se insere.

Através desta iniciativa, o Programa Convergente do Anozero’26 reforça a criação de espaços de encontro entre arte contemporânea, investigação e território, promovendo experiências sensoriais e reflexivas abertas à comunidade.

A cidade de Coimbra volta a afirmar-se como um dos principais polos culturais do país com a realização do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, subordinado ao tema «Segurar, dar, receber ». A edição deste ano propõe uma reflexão sobre cuidado, partilha e interdependência, reunindo artistas e criadores em torno de práticas que exploram as relações humanas num contexto contemporâneo desafiante.

Com curadoria de Hans Ibelings, John Zeppetelli e Daniel Madeira, a Bienal estará patente até 5 de julho de 2026.

Organizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), pela Câmara Municipal de Coimbra e pela Universidade de Coimbra, a bienal continua a transformar espaços emblemáticos da cidade em locais de criação, pensamento e encontro entre arte e comunidade.
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