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«Sonho Acordado» de Eduardo Ibraim

Integrado na programação do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, o espetáculo participativo «Sonho Acordado», de Eduardo Ibraim, propõe uma experiência itinerante onde a cidade se transforma em palco e a rua em dramaturgia viva partilhada entre intérpretes e público.

27 Jun 2026  |  16h00

Rua da Sofia - (saída na Portagem)
Coimbra
Preço
Entrada livre
No próximo dia 27 de junho, entre as 16h00 e as 16h40, a Baixa de Coimbra acolhe o espetáculo participativo e itinerante «Sonho Acordado», de Eduardo Ibraim, no âmbito da programação do Anozero’26 – Bienal de Coimbra.

A proposta desenvolve-se ao longo das ruas da cidade, transformando o espaço urbano num palco vivo situado entre a cena e o real. Ao longo do percurso, são ativadas novas relações com a arquitetura, os lugares e a experiência do presente, propondo uma dramaturgia aberta que se constrói em tempo real entre intérpretes e público.

Munido de auriculares com banda sonora, o público é convidado a integrar uma jornada sensorial imersiva, onde a escuta, o movimento e a presença orientam a perceção do espaço urbano. A rua assume-se simultaneamente como cenário, matéria dramatúrgica e coautora da experiência, criando um ambiente poético e coletivo em constante transformação.

Mais do que um espetáculo tradicional, «Sonho Acordado» afirma-se como uma experiência participativa que dissolve fronteiras entre performance e vida quotidiana, ativando o corpo, a cidade e o imaginário como elementos de criação partilhada.

Eduardo Ibraim, artista brasileiro residente em Portugal, desenvolve um trabalho no cruzamento entre teatro, performance e happening, com foco na relação entre corpo, objetos e espaços não convencionais, especialmente em contexto urbano. A sua prática incorpora metodologias como Viewpoints, privilegiando a escuta, a presença e a dimensão sensorial da criação. O seu percurso inclui apresentações em diversas cidades internacionais e colaborações em projetos de teatro, ópera e performance contemporânea.

Integrada numa programação que privilegia experiências imersivas e participativas, esta iniciativa reforça o papel da arte enquanto espaço de deslocamento, perceção e criação coletiva no espaço público.

A cidade de Coimbra volta a afirmar-se como um dos principais polos culturais do país com a realização do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, subordinado ao tema «Segurar, dar, receber ». A edição deste ano propõe uma reflexão sobre cuidado, partilha e interdependência, reunindo artistas e criadores em torno de práticas que exploram as relações humanas num contexto contemporâneo desafiante.

Com curadoria de Hans Ibelings, John Zeppetelli e Daniel Madeira, a Bienal estará patente até 5 de julho de 2026.

Organizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), pela Câmara Municipal de Coimbra e pela Universidade de Coimbra, a bienal continua a transformar espaços emblemáticos da cidade em locais de criação, pensamento e encontro entre arte e comunidade.
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