Exposições
Pintura de Escultura de Jorge Braga
Exposição patente ao público até dia 14 de agosto, na Argo - Associação Artística de Gondomar.
11 Jul a 14 Ago 2026
De volta à vida civil, começou a trabalhar na área da contabilidade, onde se mantém até à data como Contabilista Certificado, e regressou aos estudos sendo licenciado em Engenharia e Gestão Industrial. Foi docente no ensino Secundário entre os anos 2000 e 2002.
Tirou o curso de Formação de Formadores, dando formação nas áreas de contabilidade e de engenharia.
Frequentou o curso modular de Moldes para Escultura na FBAUP (Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto), que concluiu com aproveitamento.
Cedo se destacou nas artes, nomeadamente na literatura, vencendo vários prémios e tendo várias menções honrosas. Tem sete livros publicados, desde a poesia, a crónica e o conto infanto-juvenil. Está representado em várias antologias de poesia.
Nas artes plásticas destacou-se em vários eventos e exposições:
- I Bienal de Artes de Gaia; II Bienal Internacional de Artes de Gaia; III Bienal Internacional de artes de Gaia; Art Shopping no Carroussel du Louvre em Paris (medalha de ouro em escultura pela Artcom); Olímpia de Londres no Reino Unido; Consulado Geral do Equador em Milão; ARTIS em Seia; Exposição Anual dos Artistas de Gaia; I Expoética de Braga; Convento São Domingos em Viana do Castelo; “El Outro”, em Mourille, Espanha; Galeria de La Pigna em Roma, Itália; Fundação Bienal de Cerveira, artistas do Alto Minho e Galiza; “Génesis”, sala gótica de Barcelos; Melide, EspanhaArt; Centro de Informação Turístico de Esposende; Galeria Vieira Portuense; Anual dos Artistas de Gaia; Galeria REM no Porto;Galeria Matrizarte em V.N. de Famalicão; Teatro dos Sonhos em Vizela; Xuntos pelas artes na Corunha; Galeria Geraldes da Silva; V Expoética, Esposende; Casa Branca de Gramido, Gondomar; Art Bird, Palácio Vila Flôr em Guimarães; Vila Garcia de Arousa, Espanha; Reitoria da Universidade do Minho, Braga.
- 3º classificado no concurso internacional da Quinta da Boeira em V.N. Gaia.
- Bienal Internacional de Artes de Cerveira.
- Prémio de escultura Zulmiro de Carvalho/Câmara Municipal de Gondomar, inserido na IV Bienal Internacional de Artes de Gaia.
- Tem várias obras em coleções particulares, e em espaços públicos.
Atlas, sobre o trabalho de Jorge Braga
Valter Hugo Mãe
As figuras de Jorge Braga funcionam como lugares onde cabem coisas, desde logo, coisas de sentir. Há sempre um contorno forte que delimita a figura como se mapeasse o mundo. Cada pessoa é um lugar e o modo como Jorge Braga compõe parece a lúdica e crítica coisa de mon tar breves quebra-cabeças como efectivamente os mapas são. Como países que se movem, abraçam, pulam, as pessoas destes quadros são memórias complexas que o colorido alegre não deve simplificar. Para o artista, o retrato social é o ponto essencial e criativo. Há uma tentativa de debater o falho da humanidade e sua esperança, o tempo específico que acontece, seus eventos maiores, o es panto da esperança e a frustração de tudo ser pouco, sempre pouco. O que Jorge Braga mostra passa por uma tentativa de criar sentido, por isso a impressão de usar as figuras como mapas perfeitamente delimitados, um sentido que ilumine o gesto e a emoção, o gesto e a intenção, sua causa boa ou má índole, por boa ou má ideia. Julgo que aquilo que mais resulta dos trabalhos que vemos é uma auscultação da urgência de empatia. Há sempre uma inclinação para a articulação dos corpos como partes de um todo maior. Corpos que se acoplam para serem lugares maiores e complementares, como países sensíveis que decidem avizinhar-se uns aos outros, fazer fronteira e estabelecer convívio. Passam a ser lugares imensos e necessariamente plurais, mapas de povos vários, quero dizer, de emoções e sensibilidades várias que se apresentam pela boa fé, por aquela esperança de que falava acima, e não no confronto. Atlas gigante de gente, a obra de Jorge Braga e de um surrealismo sem compromissos. Vive da pulsão genuína da forma e da cor. Mais do que se identificar com alguma coisa que já exista, tem que ver com a entusiasmada vontade de participar, fazer da cidadania uma profética força de existir.

