Uma Peça | Um Museu
Biombo Macau e Cantão
Biombo articulado de seis folhas, lacado a negro e vermelho com decoração plana e em relevo com prata e ouro. Num dos lados, sobre fundo lacado vermelho, representa-se numa perspetiva aérea, a cidade de Macau, no reverso representa-se a cidade de Cantão.
Uma peça do Museu do Oriente.
Biombo Macau e Cantão
Biombo de seis folhas
China, segunda metade do século XVIII
Madeira lacada, policromia, prata, ouro, papel, latão
216 × 330 × 2 cm
© Fundação Calouste Gulbenkian/Carlos Azevedo
Museu do Oriente/FO/0532
Na representação de Macau destacam-se a Igreja da Madre de Deus (também designada por São Paulo) e a Igreja de São Domingos. É possível também reconhecer a fortaleza de Santiago da Barra, a ermida de Nossa Senhora da Penha, a fortaleza de São Francisco, a fortaleza e ermida da Guia ou o Pagode da Barra, construído sob influência lusa. Nesta mesma folha, uma nau ostenta o pavilhão com as armas de Portugal. Na face oposta do biombo, a cidade de Cantão. Nela são identificáveis três construções: o pagode Lui-rong, também designado por Flowery Pagoda, o antigo minarete da mesquita Mehammedan (torre com o topo arredondado) e o arco triunfal.
Não se conhece mais nenhum exemplo de biombo cuja decoração nas duas faces aborde temática semelhante o que confere a esta peça um invulgar destaque. Embora não se conheça a intenção, trata-se com grande probabilidade de uma encomenda portuguesa, pelo facto de na face de Macau, ter havido o propósito deliberado de incluir diversas bandeiras relativas à soberania portuguesa não só em terra, como nos pavilhões de várias embarcações.

