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Exposições

Devir-Água: a última exposição do projeto DESAGUAR inaugura em Vila Nova de Cerveira

Integrada no projeto “DESAGUAR” e promovida pela Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC), a mostra apresenta os trabalhos desenvolvidos por seis artistas em residências realizadas em São Miguel (Açores), Loulé e Vila Nova de Cerveira, propondo uma reflexão sobre a água enquanto matéria, pensamento e prática artística.

28 Mar a 23 Mai 2026

Convento de S. Payo
4920-070 Vila Nova de Cerveira
A exposição “Devir-Água” inaugura no próximo sábado, dia 28 de março, às 16h00, no Convento de S. Payo, em Vila Nova de Cerveira. 

A curadoria é de Mafalda Santos, com a colaboração da restante equipa curatorial do projeto – João Serrão e Mirian Tavares (Loulé) e Jesse James (Açores) – e assinala um percurso que atravessou diferentes territórios e regimes hídricos. Segundo a curadora da exposição, Mafalda Santos, “a exposição assinala o último momento da iniciativa, não como encerramento, mas como estado de transformação. Depois de os artistas percorrerem Vila Nova de Cerveira, São Miguel e Loulé – territórios atravessados por diferentes regimes hídricos e memórias sedimentadas – esta mostra situa-se num tempo intermédio, onde experiências, matérias e narrativas permanecem em circulação”.

Reunindo os trabalhos de Patrícia Oliveira, Ana Maria Pintora, Bertílio Martins, Milita Doré, João Amado e Margarida Andrade, “Devir-Água” apresenta-se como um espaço de continuidade, onde experiências, matérias e narrativas permanecem em fluxo, atravessando territórios, memórias e urgências contemporâneas.

O Presidente da FBAC, Rui Teixeira, destaca a importância simbólica desta exposição: “Este momento representa o culminar do primeiro projeto em rede apoiado pela Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC) em que a FBAC é a entidade responsável. A iniciativa evidencia o nosso compromisso com práticas colaborativas que ligam artistas, territórios e comunidades e sublinha a dimensão inovadora e transformadora da arte contemporânea em Portugal.”

O encerramento do projeto terá lugar a 23 de maio, às 16h00, no Convento de S. Payo, com o lançamento do catálogo e a apresentação do documentário do projeto. Nesse mesmo dia, às 19h00, será apresentado o espetáculo “Arquitecturas da Água”, de Luís Bittencourt, no Palco das Artes. A exposição ficará patente ao público até 23 de maio.

De referir que o projeto “DESAGUAR” é coordenado pela FBAC, em parceria com o Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas (Açores) e a Galeria de Arte do Convento do Espírito Santo (Câmara Municipal de Loulé), com o apoio da RPAC – Programa de Apoio a Projetos 2023.

Exposição “Devir-Água”
28 de março a 23 de maio de 2026
Local: Convento de S. Payo
Horário: sábados e domingos: 14h00 às 18h00

Curadoria: Mafalda Santos, com a colaboração da restante equipa curatorial: João Serrão e Mirian Tavares (Loulé) e Jesse James (Açores).
Artistas representados: Ana Maria Pintora, Bertílio Martins, João Amado, Margarida Andrade, Milita Doré, Patrícia Oliveira.

Notas biográficas dos artistas
Ana Maria Pintora (1959, Lisboa) estudou Filosofia na Universidade do Porto e reside em Vila Nova de Cerveira. Desde 1976 colabora em animações culturais, performances e teatro de fantoches. Fundou a Associação Cultural da Granja e participou na Cooperativa Nascente-Espinho (FAOJ). Docente de Filosofia desde 1982, desenvolve em paralelo prática nas artes visuais, promovendo oficinas e exposições em Portugal e no estrangeiro (Japão, Polónia, Turquia, Brasil).

Bertílio Martins (1984, Tavira) Licenciado em Artes Visuais (UAlg, 2011) e mestre em Comunicação, Cultura e Artes (2016). O interesse pelo corpo humano e o uso expressivo da tinta-da-china conduzem a composições onde fragmentos corpóreos flutuam ou submergem em atmosferas líquidas, habitando estados de suspensão entre presença/ausência e fim/renascimento.

João Amado (1992, São Miguel, Açores) é artista visual autodidata. Trabalha a recolha, o colecionismo e a recontextualização de imagens e objetos do mundo popular-tradicional e natural. Com linguagem neossurrealista, convoca fantasia, onírico e transcendente. Expõe desde 2019; em 2021 realizou a sua primeira individual institucional “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”, no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas.

Margarida Andrade (1996, Ponta Delgada) parte da procura por práticas ambientalmente sustentáveis e projetos comunitários, assumindo uma dimensão autocrítica. Entre as exposições individuais, destacam-se: “No futuro também se usavam pincéis” (ACAC, 2022), com o lançamento do livro “Décima Ilha; um herbário de plantas por nascer” (Galeria Fonseca Macedo, 2023); e “o mar torna o horizonte numa miragem” (Festival Walk&Talk, 2018). Desde 2024, com o projeto “não me esqueças”, realiza caminhadas comunitárias a partir do luto; daí nasce o trabalho sobre distribuição hídrica em Portugal.

Milita Doré (Albufeira) viveu os primeiros 30 anos em França e trabalha atualmente no Algarve. Interessa-se pela condição humana em contextos psicológicos e sociais, recorrendo a diversos meios. Frequentou Teoria da Estética no Ar.Co e o curso experimental MOBILEHOME (Nuno Faria). Licenciada em Artes Visuais (UAlg, 2018) e pós-graduada em Processos de Criação (2023). Expõe regularmente desde 2004 e é membro das associações 289 e Alfaia.

Patrícia Oliveira (1983, Monção) é escultora e professora na Escola de Arte, Arquitectura e Design da Universidade do Minho e no Instituto Politécnico de Viana do Castelo. Mestre em Escultura pela Universidade do Porto. Desenvolve projetos transdisciplinares focados no espaço público e nas questões de corpo e performatividade, trabalhando com vidro, têxteis e cerâmica. Interessa-se pela relação entre arte, natureza, comunidade, produção e pela reflexão sobre género. Criou o projeto Manufatura de Fronteira no Alto Minho.
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