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Fim de semana gratuito junta arquitetura, samba e cinema na Casa da Arquitetura em torno da exposição Lucio Costa Arquivo
Debates, música ao vivo e cinema marcam o arranque da programação paralela da exposição, com participação de Ana Vaz Milheiro, do coletivo Samba Sem Fronteiras e do cinema de Adirley Queirós.
16 Mai a 17 Mai 2026
O arranque acontece no sábado, 16 de maio, às 16h30, com o debate Brasília Revisitada pelo Arquivo Lucio Costa, que junta a curadora Ana Vaz Milheiro aos convidados Fernando Lara, Maria Manuel Oliveira, Matheus Seco e Tales Ab’Saber. A conversa propõe uma revisitação crítica da capital brasileira a partir do arquivo de Lúcio Costa, cruzando olhares contemporâneos sobre urbanismo, memória e território.
Às 18h30, o coletivo Samba Sem Fronteiras apresenta o concerto Terra de Ninguém, inspirado no samba-enredo “Gigante pela própria natureza, Jaçanã e um índio chamado Brasil”. Assumindo-se como cronistas do quotidiano, os músicos percorrem diferentes retratos dos muitos “Brasis” que coexistem entre abundância e precariedade, numa performance marcada por um olhar crítico, mas sempre festivo. O grupo é composto por Felipe Vargas (voz e violão), Sérgio Guri (voz e cavaquinho), Saulo Giovannini (pandeiro), João Guedes (percussão) e Lizz Marchi (surdo).
A programação de sábado encerra às 21h com a exibição ao ar livre do filme Era uma vez Brasília (2017), de Adirley Queirós, apresentada por Ana Vaz Milheiro e Tales Ab’Saber. A sessão tem entrada livre e, dependendo das condições meteorológicas, poderá decorrer no interior da Casa da Arquitetura.
No domingo, 17 de maio, às 11h00, realiza-se uma visita orientada à exposição Lucio Costa Arquivo, conduzida por Ana Vaz Milheiro e Leonor Matos Silva, proporcionando ao público um contacto aprofundado com os materiais, documentos e narrativas reunidos na mostra.
A programação prossegue em setembro, em data ainda a anunciar, com o seminário Lucio Costa: olhares contemporâneos sobre um legado moderno. A iniciativa irá reunir especialistas para discutir temas como os paradigmas urbanos atuais, o papel da habitação, os desafios do património e a cultura enquanto expressão identitária.
Além destas iniciativas, a exposição contará ainda com visitas orientadas pela curadora e atividades promovidas pelo Serviço Educativo, reforçando a dimensão pedagógica e participativa do projeto.

