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Na História da Arte, quem fica de fora? Laboratório de criação com Lilian Maus
Integrado na programação do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, o laboratório de criação «Na História da Arte, quem fica de fora?» propõe uma reflexão crítica sobre os discursos hegemónicos da História da Arte, cruzando teoria e prática.
16 Mai 2026 | 14h30
Lilian Maus, artista visual e investigadora, desenvolve o seu trabalho entre a prática artística, a investigação e o ensino, tem vindo a construir um percurso internacional que cruza exposições, residências e projetos colaborativos, refletindo sobre as interseções entre história, imagem e política.
Concebido como um espaço de experimentação teórica e prática, o laboratório parte de materiais de arquivo da História da Arte para questionar os discursos dominantes da crítica artística. Ao longo da sessão, os participantes serão convidados a realizar exercícios práticos inspirados no «Atlas Mnemosyne» de Aby Warburg. Este processo incentiva a construção de novas leituras e relações entre imagens, contribuindo para a desconstrução de narrativas lineares e excludentes.
A cidade de Coimbra volta a afirmar-se como um dos principais polos culturais do país com a realização do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, subordinado ao tema «Segurar, dar, receber ». A edição deste ano propõe uma reflexão sobre cuidado, partilha e interdependência, reunindo artistas e criadores em torno de práticas que exploram as relações humanas num contexto contemporâneo desafiante. Com curadoria de Hans Ibelings, John Zeppetelli e Daniel Madeira, a Bienal estará patente até 5 de julho de 2026.
Organizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), pela Câmara Municipal de Coimbra e pela Universidade de Coimbra, a bienal continua a transformar espaços emblemáticos da cidade em locais de criação, pensamento e encontro entre arte e comunidade.

