Encontros
As pinturas do artista indígena Kent Monkman no ensino da história canadense, com Andrea Roca
Integrada no programa Workshops & Experiência Criativa do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, a sessão «As pinturas do artista indígena Kent Monkman no ensino da história canadense» propõe uma reflexão sobre arte, memória e narrativas coloniais em contexto educativo.
29 Mai 2026 | 16h30
Ao longo da apresentação, serão discutidas as pinturas de Monkman enquanto gestos de partilha e retorno, capazes de reabrir a história canadiana como território vivo, onde diferentes memórias coexistem e dialogam. Através de uma abordagem crítica e interdisciplinar, a sessão procura evidenciar a forma como a arte pode contribuir para revisitar discursos históricos dominantes e criar novas possibilidades de leitura do passado. A sessão propõe refletir sobre o ato de segurar enquanto responsabilidade pelas narrativas que nos constituem, dar enquanto partilha e argumentação, e receber enquanto abertura ao que foi historicamente silenciado ou ocultado.
Integrada na programação do Anozero’26, esta iniciativa reforça o papel da arte enquanto ferramenta crítica de reflexão e aprendizagem, promovendo espaços de diálogo sobre história, colonialismo e representações culturais contemporâneas.
A cidade de Coimbra volta a afirmar-se como um dos principais polos culturais do país com a realização do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, subordinado ao tema «Segurar, dar, receber ». A edição deste ano propõe uma reflexão sobre cuidado, partilha e interdependência, reunindo artistas e criadores em torno de práticas que exploram as relações humanas num contexto contemporâneo desafiante.
Com curadoria de Hans Ibelings, John Zeppetelli e Daniel Madeira, a Bienal estará patente até 5 de julho de 2026. Organizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), pela Câmara Municipal de Coimbra e pela Universidade de Coimbra, a bienal continua a transformar espaços emblemáticos da cidade em locais de criação, pensamento e encontro entre arte e comunidade.

