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«transPORTAr»: performance participativa percorre a Baixa de Coimbra

Integrada na programação do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, a performance participativa «transPORTAr», da companhiacompanhia, propõe um percurso performativo pela Baixa de Coimbra, transformando uma porta em dispositivo de encontro, deslocamento e reflexão coletiva.

27 Jun 2026  |  15h00

Saída na Portagem, seguindo pela Rua Ferreira Borges até à Praça 8 de Maio. Depois, segue pela Rua da Sofia e volta à Praça 8 de Maio.
Preço
Entrada livre
No próximo dia 27 de junho, entre as 15h00 e as 19h00, a Baixa de Coimbra recebe a performance participativa «transPORTAr», apresentada pela companhiacompanhia no âmbito da programação do Anozero’26 – Bienal de Coimbra.

Resultado de uma investigação artística iniciada em 2021, «transPORTAr» toma como ponto de partida um objeto quotidiano — uma porta — para questionar e ativar reflexões sobre os paradigmas sociais que estruturam a vida coletiva. Desprendida da arquitetura que habitualmente a sustenta, a porta transforma-se num corpo em movimento, que deriva, atravessa a cidade e estabelece novas relações com os espaços e com as pessoas que encontra pelo caminho.

Ao longo do percurso, que atravessa algumas das principais ruas e praças da Baixa de Coimbra, a ação performativa convida os passantes a integrar espontaneamente a experiência. A porta deixa de ser apenas um elemento funcional para se tornar um catalisador de encontros, diálogos e gestos de participação, promovendo novas formas de ocupação e perceção do espaço público.

Mais do que uma performance itinerante, «transPORTAr» afirma-se como um exercício de deslocamento físico e simbólico, onde o movimento, a presença e a interação coletiva abrem possibilidades para imaginar outras formas de relação entre corpo, cidade e comunidade.

A companhiacompanhia desenvolve a sua prática artística a partir do cruzamento entre artes visuais, performance e dança, explorando zonas de fronteira entre linguagens e territórios de experimentação. Com direção de azuLABula e criação partilhada com Clarice Rito, o projeto conta ainda com acompanhamento curatorial de Sonia Salcedo del Castillo. A estrutura assume-se como um organismo poroso e colaborativo, onde o desvio e a subversão são entendidos como práticas de criação.

Integrada numa programação que privilegia experiências sensoriais e participativas, esta iniciativa reforça o papel da arte enquanto espaço de encontro, movimento e construção coletiva de significado.

A cidade de Coimbra volta a afirmar-se como um dos principais polos culturais do país com a realização do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, subordinado ao tema «Segurar, dar, receber ». A edição deste ano propõe uma reflexão sobre cuidado, partilha e interdependência, reunindo artistas e criadores em torno de práticas que exploram as relações humanas num contexto contemporâneo desafiante.

Com curadoria de Hans Ibelings, John Zeppetelli e Daniel Madeira, a Bienal estará patente até 5 de julho de 2026.

Organizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), pela Câmara Municipal de Coimbra e pela Universidade de Coimbra, a bienal continua a transformar espaços emblemáticos da cidade em locais de criação, pensamento e encontro entre arte e comunidade.
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